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Terça-feira, 10 de Julho de 2007

Desabafos de uma mãe...

Há muitas coisas de que me orgulho neste blog, e uma delas é de saber que este blog singelo, simples, honesto e despretencioso tem ajudado algumas pessoas de uma ou de outra forma... Um desses exemplos foi um email que recebi há algumas semanas, poucas, de uma mãe desesperada, por ter descoberto que o seu único filho de 23 anos de idade, é gay. E tem sido muito interessante e importante a troca de emails que até hoje temos trocado... "Ouvir" os desabafos desta mulher fez-me recordar os dias em que contei à minha mãe... A situação desta mulher é talvez mais dramática (pelo menos do seu ponto de vista) porque é o seu único filho, e não se considerando preconceituosa, não tem conseguido aceitar e encarar este facto novo da sua vida com naturalidade... Na realidade considera que a sua vida está uma verdadeiro sufoco, e que está a arruinar a sua vida... E carrega ainda o peso na consciência de não conseguir partilhar com o seu marido a "novidade", temendo que as coisas terminem da pior maneira possível...

 

 

Esta mãe precisa muito de desabafar, de falar com alguém... Infelizmente tenho a perfeita noção que eu não sou a pessoa mais indicada para lhe dizer o que ela precisa ouvir, mas tenho tentado e ela tem agradecido o meu "apoio". Esta situação fez-me pensar muito sobre a quem e onde um pai ou mãe de um gay pode obter ajuda... Espero que este post possa ajudar nesse sentido, esta mãe e outros pais que se revejam na mesma situação... Não sei...

 

Por último, e com autorização da própria, deixo-vos algumas passagens dos emails desta mãe:

 

"Depois de varias perguntas tive a resposta que mais temia,sim sou gay,sim gosto de homens."

"Sei que a partir desse dia a minha vida nunca mais foi a mesma,o meu unico filho é como eu propria tambem dizia "maricas". Como é que é possivel,?? a vergonha,o medo,perder sonhos,os netos...e como contar ao pai,essa vai ser a parte pior , ele nunca vai entender,tenho a certeza."

"Mas gostava de estar aqui a escrever isto e dizer que o entendo,mas não é verdade,eu não o consigo entender,eu sinto uma enorme tristeza por saber que o meu unico filho não é como todos os outros rapazes."

"Todos os dias eu choro a pensei o que vai ser da vida dele... imagino as coisas mais cueis,doenças,sei que montes de coisas que me passam na cabeça são filmes meus,mas não o consigo evitar. Imagino que pode ser apontado aqui e ali por ser gay,afinal vivemos numa sociedade ipocrita na qual me incluo tambem...."

"Estou numa fase da minha vida que tenho medo ate da propria sombra,qualquer coisa que se diga me deixa a pensar que alguem pode saber e o meu mundo acaba..pode parecer dramatico,mas é real,acho que não é o momento nem a altura certa para se dar a conhecer. 
Sabe,sinto que preciso falar com alguem, preciso de respostas,expor as minhas duvidas,chorar,gritar,ainda tinha esperança de estar a viver um sonho, mas quanto mais o tempo passa mais tenho a certeza que tudo é real."

"O que mais me surpreende é que consigo ler o seu blog e entender o que diz, os seus sentimentos,e não me sinto chocada,sera que o facto de ser o meu filho muda tudo?"

"No seu local de trabalho sabem que é gay, sente um tratamento diferente por isso?
 
Os gays podem viver uma vida a dois durante anos como qualquer outro casal?
 
Existem pessoas que durante anos vivem uma vida hetero,e passado uns anos são gays,tanto no masculino como no feminino, ao contrario pode acontecer?
 
Os gays são felizes ou vivem com medo?
 
Desculpe as perguntas parvas,mas sou mãe de um gay..."

 

"Vou lhe confessar uma coisa ,(em relação a comunidade homossexual tal como nos é dada a conhecer),eu morro de medo de um dia ver o meu filho numa parada gay cheio de plumas e vestido de cor de rosa..."

sinto-me: tocado...
publicado por cristms às 21:50
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28 comentários:
De tiago a 11 de Julho de 2007 às 13:12
olà! Tive a ler um pouco do teu blog e gostei muito. Compreendo bem as duvidas dessa mãe, a minha também as teve, embora não de forma tão "dramática", digamos assim.
Vou por cá passar mais vezes. =)

PS: Adoro o concerto da madonna!


De Paulo a 12 de Julho de 2007 às 12:21
Olá.
Há muito tempo que sigo o teu blog com muito interesse mas apesar disso nunca fiz nenhum comentário.
Hoje ao ler os comentários feitos por essa MÃE que se encontra em situação dificil, achei que o devia fazer.
Sou gay, hoje totalmente assumido, tenho 39 anos e durante 14 anos fui casado e tenho duas filhas. Durante muito tempo tive vergonha daquilo que sentia e do que era. A angustia em que vivia foi sendo cada vez mais atroz até chegar aos meus 36 anos. Nesse momento achei que BASTAVA. Não podia continuar a viver a minha unica vida e o pouco que me restava dela acorrentado, com medo, preso a preconceitos absurdos, estéreis que obrigam a tudo catalogar e a tudo formatar segundo os "PADRÕES". LIBERTEI-ME. Sei que magoei e desiludi muita gente com essa minha libertação. Apesar da tristeza que possa sentir por isso, sei que a alegria por assumir aquilo que sou é incumenssuravelmente maior.
O meu grande erro na vida: NÃO TER ASSUMIDO MAIS CEDO. Tal como fez o filho dessa mãe. Teria evitado causar decepções maiores a terceiros do que as provocadas por me assumir.
Também fou dificil para os meus pais. Curioso, foi mais dificil para a minha mãe do que para o meu pai (58 e 62 anos, não são assim tão velhos). Quanto a ele o processo de aceitação foi bastante mais calmo e por sinal, de conversas tidas com os meus amigos que se assumem, esta é normalmente a tendência seguida. Não sei se será a generalidade.
ESta mãe diz que o filho dela "não é igual aos outros rapazes". Será que ela não consegue ver a beleza disso: não sermos todos iguais uns aos outros. Termos a nossa própria personalidade, o nosso EU. Será que esta mãe acha mesmo que todos os rapazes são iguais entre si. Será que esta mãe ainda pensa que o seu filho é o unico na diversidade. Seguramente não é.
Quanto à sociedade: ela é efectivamente hipócrita, mas tal como em todos os aspectos da vida ela (a sociedade) só se preocupa ou dá atenção áquilo que é novo, ao MOMENTO. Passado esse período a sua atenção diverge para a novidade seguinte. Temos que aprender a viver com os olhares "do momento". Também me custou de inicio, custa sempre, mas se estivermos com a nossa consciência tranquila as nossas costas ficam tão largas... E o que interessa efectivamente a opinião dos "OUTROS"? Vamos condicionarmo-nos, viver em medo, atrás da cortina por causa da opinião dos outros. Afinal terão esses outros telhados de telha bem rija?
É verdade que a imagem que é transmitida daquilo a que se chama a comunidade gay é totalmente deturpada. Mas mais uma vez, só aquilo que choca, que afronta os "padrões da normalidade" é que tem interesse mostrar, é que tem audiência. Será que alguém ficaria pregado à frente da televisão se em vez das paradas gays e de tudo o seu carnaval, fosse mostrado o dia a dia de um casal gay em plena rotina diária. Pois é que eles vivem uma vida exactamente "normal". Tal como eu o faço com o meu companheiro há já três anos.Tal como fazem milhares de casais homosexuais anónimos deste país. Têm alegrias, tristezas, brincam, choram, fazem amor, cozinham, passam a ferro, tratam da casa.
AHHH... Se calhar aquilo que as pessoas ditas "normais" não entendem é a parte "fazem amor"...Como pode haver amor entre dois iguais- homens ou mulheres? Isto realmente deve fazer uma grande confusão na cabeça das pessoas. Mas é simples...fazem amor de uma forma igual e diferente tal como toda a gente faz. Aqui mais uma vez vem o conceito importante -a diversidade. E é preciso respeitar essa diversidade.

Quanto a outra pergunta desta mãe, se há homens que sendo gays durante anos possam passar a ser heterosexuais. Eu conheço um, devem haver mais de certeza, mas mesmo esse sabe que nunca deixou de ser homosexual e a sua actual esposa sabe que ele tem tendências e desejos homosexuais. E aceita-o como tal. Talvez seja amor. Mais uma vez na diversidade.

Se essa mãe angustiada quiser dialogar comigo, não que eu possa ser uma grande ajuda, mas como também já passei por uma situação ainda mais complicada, como filho, marido e pai, talvez possa ajudarem algo... o meu contacto inicial é santa76@hotmail.com. Fico à disposição.

Desculpa a verborreia ;) e parabéns pelo teu blog. Continua. AHHH... e continuem felizes tu e o teu lindo. Eu sou estremamente feliz com o meu.


De Lucília Galha a 3 de Outubro de 2012 às 15:36
Olá Paulo, Boa tarde. Sou jornalista da revista SÁBADO e gostava de contar com a sua colaboração para um trabalho que estou a preparar. Seria possível entrar em contacto comigo através do endereço luciliagalha@sabado.cofina.pt para lhe explicar o que pretendo? Agradeço desde já a sua atenção.


De paulo a 12 de Julho de 2007 às 20:18
Comecei a ler os posts da secção »contar aos pais«. Parabéns, é extraordinário como tens lidado com as coisas, como as tens ultrapassado. Acho que tu e o teu lindo devem ser muito felizes e sentir-se infinitamente orgulhosos por serem como são. A vida é possível, o amor é possível, a família é possível.
Os teus relatos podem ser (e espero que o sejam) extremamente terapêuticos. As pessoas têm de compreender que há muitos mundos no mundo, que pode não ser fácil, mas nunca é impossível. A diversidade faz avançar o mundo e o preconceito é que mata.
Quanto à mãe, posso dizer que a compreendo porque é um choque. Mas o mundo não acaba, e quem está mal que se mude. Como dizia atrás o Paulo, nós os homos temos uma vida exactamente igual à dos heteros. Somos diferentes, mas essa diferença nunca é um fosso tão grande que faça de nós ETs. Não há nada pior que enganar-se, iludir os outros com namorad@s ou relações que, me parece, devem dar mais dor que prazer e cujo fim acaba desastrosamente. A orientação sexual não passa! Não desaparece! Não se apaga! O exemplo do Paulo ilustra bem como as coisas podem correr mal. O problema não está em gostar de alguém do mesmo sexo, o problema está nos outros acharem que isso não é possível.


De AJA a 12 de Julho de 2007 às 23:46
Tenho uma colega de trabalho, com menos de 40 anos e com um filho de 15 anos. Referindo-se a ele, dizia ela que antes preferia saber que o filho andava metido com prostitutas e droga do que saber que era gay!! Achei muito estranho que alguém relativamente nova pudesse ainda ter tantos preconceitos em relação a este "estado de alma". Com o decorrer da conversa tentei perceber a razão de tanto pânico e ignorância. Tal como essa mãe, parece que tudo reside daquilo que se conhece pelo que se lê e vê pela televisão. Raros são os momentos em que os gays são apresentados como pessoasl perfeitamente normais. Normalmente eles são apresentados como variações de "josés castelos-brancos". E enquanto assim fôr, haverá por aí muitas mães e pais nas mesmas condições destas duas mães.


De Luís a 15 de Julho de 2007 às 17:47
E de novo mais um tema polémico.. A verdade é que sigo o teu blog bem desde o início e acredita que me ajudou bastante..
Em relação a esta mãe! Sei muito bem o que ela sente mas há outro aspecto que ainda não foi referido neste post.. E o que o filho passou para ganhar coragem para contar à mãe?! Pois.. Pelo menos tive bastantes meses a tentar ter essa coragem.. E tal como disseram ao AJA a minha mãe inicialmente disse-me o mesmo e muitas outras coisas piores!! :-/
Infelizmente em Portugal tem de se viver escondido senão em cada metro dado na rua é-se apontado!! Felizmente há pessoas que aceitam e agradeço a essas pessoas. Os meus amigos ajudaram-me imenso no processo de adaptação ao meu novo eu!
A esta mãe apenas tenho a dizer que: o filho é gay, nasceu assim e não escolheu o ser. Se pode ser feliz? Claro que pode.. Todos lutamos pela felicidade! Como é mais fácil o fazer? Ter o apoio das pessoas em quem ele confia e a mãe é uma delas.. :-)

Continuação de bom blog,
Luís


De Mika a 16 de Julho de 2007 às 20:57
Tenho 17 anos e claro, sou gay. Leio por vezes os artigos de este blog mas nunca deixei nenhum comentário, mas a este, tinha de responder. Os meus pais não sabem da minha sexualidade e ainda não estou pronto para lhes dizer, sei que eles reageriam muito mal. A minha mãe choraria durante dias e dias e o meu pai deicharia simplismente de falar comigo. A questão não é essa. Parece que hoje em dia existe um "cliché" de como é um gay, ou como deve ser um gay. Parece-me a mim que isto não passa de um exagero. Ser gay não implica ser incapaz de amar, não impliva apnhar doenças, não implica estar na gaypride vestido de penas cor de rosa. Somos gays sim, mas não passa de uma orientação sexual. Nós amamos, nós choramos, nós rimo-nos, nós somos pessoas, e à quem pense o contrario. Compreendo o desespero de esta mãe. Todos os sonhos que ela tinha para o seu único filho afundaram-se no minuto em que ele lhe contou, mas novos sonhos podem ser construídos se quiser. Porque não sonhar em ver o seu filho feliz, em ver a lei ser alterada e em ver o seu filho casar com o homem que ama e adoptar uma criança. Nos sonhos tudo é permitido e é graças aos sonhos que o mundo anda. Pode ser feliz, basta querê-lo.


De Tiago a 19 de Julho de 2007 às 02:59
Agradeço muito a disponibilidade que demonstrou ao ler as angústias da minha mãe.
Por querer ajudá-la a compreender-me, recomendei-lhe a leitura do seu blog, principalmente a parte referente a “CONTAR AOS PAIS”, como forma de ela tomar contacto com uma realidade semelhante à que está a viver no momento, visto ela se recusar a falar do assusto com quem quer que seja.
Sei que uma opinião exterior, isenta de laços ou compromissos de qualquer tipo lhe faria bem, para reflectir mais uma vez a minha orientação, o seu “novo” filho, agora homossexual.
Obrigado pela GRANDE ajuda.
Excelente blog.


De cristms a 19 de Julho de 2007 às 21:56
Olá Tiago...

Não imaginas o contente que fiquei ao ler o teu comentário... Todos me agradam obviamente, mas o teu é especial... Fico muito emocionado ao saber que no teu caso, no vosso caso, este blog pode estar de algum modo a ajudar! Admito, desde a criação deste blog, que a principal pretensão era que ele pudesse ser um blog útil como eu um dia precisei... Estou ligado à vossa história por ele, pelo blog... Compreendo ambos os lados da barricada, como espero que tu Tiago também entendas ambos os lados... A tua mãe está a passar uma fase que mais cedo ou mais tarde irá passar, e acredita que pelas palavras que já li, ambos se podem orgulhar! Tu pela mãe fantástica que mesmo sofrendo muito está com todas as forças a tentar dar a volta por cima (e vai conseguir, não duvido), e ela, pelo filho que tem, que assumiu a sua homossexualidade em abono da verdade, pois só falando a verdade é que as histórias têm um final feliz! E não tenho qualquer dúvida que depende unicamente dos dois para que também a vossa história seja uma história com um final feliz! Fico a torcer por ambos!


De Filipe a 19 de Julho de 2007 às 15:07
Se essa mãe soubesse que SER GAY não se trata de uma escolha do filho.

Se essa mãe soubesse que as plumas e o cor de rosa são a mascara de algumas pessoas e não as próprias pessoas.

Se essa mãe soubesse que há um mundo paralelo, escondido feito de milhões de seres humanos que vivem atormentados por não serem compreendidos na sua diferença...

Essa mãe perceberia que tem um filho muito corajoso e com caracter que optou pela verdade, que optou pela sua felicidade....~

Obrigado pelo post


De Anonimo a 19 de Julho de 2007 às 22:53
Olá! Sou um rapaz bissexual e só á pouco conheci este blog. Eu não sou assumido perante a minha familia. Esta mãe deveria ter orgulho em ter um filho gay que optou pela verdade, pois não é nada facil. Eu não sei se algum dia vou ter a coragem de o dizer aos meus pais ainda que todos os outros o saibam.
Ser gay ou ser bissexual é uma coisa normalissima... A homosexualidade sempre existiu, ainda que não se abordasse do modo que nos ultimos anos se tem vindo a abordar. O ser humano existe há milhares de anos e porque convencionar que o homem ama a mulher e a mulher o homem? O ser humano existe e pensa e cada pessoa tem a sua personalidade... os seres humanos apaixonam-se e amam seres humanos, independentemente do sexo a que pertencem. O que essa mãe tem de pensar é se o filho é feliz... Eu numca suportaria qe alguem tivesse pena de mim ou ficasse desiludido com aminha orientação sexual... Não há motivo para ter pena, eu estou contente e se pudesse não mudava ainda que saiba que seria mais facil para mim ser heterossexual.

Espero que esta mãe rapidamente se aperceba do maravilhoso filho que tem. E que é o mesmo filho antes e depois de lhe ter contado, ele sempre foi homossexual, só q agora ela sabe-o...


De Anonimo a 31 de Janeiro de 2008 às 20:38
Compreendo a tua situação também pode-se dizer que sou bissexual não assumido e que um dia terei coragem de contar a minha família . Para mim tanto os homossexuais como os hetero são pessoas normalíssimas o que e muito difícil para essas determinadas pessoas compreenderem. Só espero que um dia todos os homossexuais e bissexuais andem na rua sem terem medo de se assumirem.


De Anónimo a 23 de Julho de 2007 às 21:47
Sempre desejei ter filho homem para dar continuidade a meu nome e a meus negócios. Mas não posso dizer que meu filho é um varão. Agora que completou 15 anos, percebi que ele está "interessado" em outro garoto. Não agüento esse sofrimento. Achei a senhora muito avançada e aproveito para pedir uma explicação... Por que meu filho é gay? O que foi que eu fiz para merecer este castigo?".

RESPOSTA:
Meu amigo, não conclua que essa particularidade de seu filho seja um castigo pra você. Mas, antes, tenha a certeza de que já deve ser um castigo pra ele, por se considerar motivo de desgosto para o pai. Você o ama como filho? Preocupa-se com a felicidade dele ou como herdeiro de seu nome e seguidor de seus negócios? Ter um filho homossexual não deve ser encarado como um castigo. Muitos meninos, quando se iniciam na prática sexual, não conseguem definir com clareza suas naturezas sexuais; estão numa fase experimental e, nem por isto, definitiva e única. Muitas vezes, por timidez ou por falta de oportunidade, procuram um amigo em busca de satisfazer algumas curiosidades sobre suas reações e potencialidades, bem como saciar seus desejos sexuais.

Quando chegar o momento de administrar os negócios da família, se assim o desejar, o homossexualismo não o tornará menos capaz de executar tal tarefa. O sexo das pessoas nada tem a ver com o caráter, nem com a capacidade de trabalho. Caso ele tenha outra vocação, ela também tem que ser respeitada. A vida de seu filho é dele. Nós os colocamos no mundo para que se realizem e busquem a felicidade.

Eles não nos devem a vida porque não a pediram. O que eles fazem, aquilo que escolhem, somente a eles a e a seu futuro diz respeito. Cabe a nós torcer pra que tudo dê certo, dando-lhes amor, compreensão, segurança e orientação em sua empreitada, sem medo de críticas, de rejeição. Não é justo programar um filho para satisfazer seu próprio ego!

Conheço muitos casos de pais que expulsaram seus filhos de casa, por não aceitarem a vida que a natureza reservou pra eles. Puniram seus filhos, negando-lhes o amor. Esses pais foram movidos pela vingança, pela raiva de não verem realizados os sonhos e as metas traçadas arbitrariamente para seus filhos, mesmo antes deles nascerem.

Surpreenderam-se, mais tarde, quando, já idosos, foram socorridos por esses "pervertidos", "bichas", os quais se mostraram competentes em suas profissões e filhos carinhosos e sensíveis. Felizes aqueles que sobrevivem e têm a chance de conhecer os verdadeiros valores de seus filhos.
Todos nós temos o outro lado dentro de nós. Assim como as mulheres têm um lado masculino, os homens também têm o seu feminino. Rapazes e homens maduros, mais experientes e desinibidos, confessam que gostariam de ser mulher por uns instantes pra descobrirem o que elas sentem no momento da penetração.

É importante que fique bem entendido e posto a público o que já é fato há milênios nos cafundós das mentes humanas e, principalmente, nas escondidas relações sexuais: o erotismo e as fantasias sexuais, quando não reprimidas, deixam vir à tona as sensações de ser mulher e, ao mesmo tempo, homem. É preciso acabar com o preconceito, com o julgamento e a condenação daqueles que assumiram a homossexualidade.

Ser homossexual não é uma escolha! E a sociedade ainda não tem conhecimento científico pra determinar o que é "normal".
Você afirma que lhe oferece "sustento, boa educação e tudo do melhor..." Talvez o que você considera “ melhor” não seja bom pra ele. Aceite seu filho do jeito que ele é. Não se sinta culpado, nem punido. Não se invista de Juiz e não o julgue baseado em seus preconceitos. Não projete nele o seu ideal masculino.

A vida é cheia de milagres e de beleza. Não se prenda a sofrimentos causados por ferrolhos e bitolas que nos impedem de enxergar e viver todas as maravilhas da natureza. Olhe pra ele como ser humano. Observe suas qualidades, sua sensibilidade; descubra o quanto de alegria ele pode lhe dar.

Sugiro que procure um terapeuta para ajudar você a rever seus conceitos e curar suas feridas, causadas pelo preconceito, pela culpas, frustrações e pela “vergonha do que os outros vão pensar...”.

Assim nos ensina Khalil Gibran:
"Vossos filhos não são vossos filhos"... "E embora vivam convosco, não vos pertencem."



De anonimo16 a 15 de Maio de 2008 às 18:46
Achei o comentário dessa mãe muito impertinente. Um dos trechos que mais me chamou a atenção: "eu sinto uma enorme tristeza por saber que o meu unico filho não é como todos os outros rapazes." Como assim? Que outros rapazes? Os gays, os hetéros ou os bi? A questão não é encontrar um padrão para seguir, a questão é cada um saber e assumir seu próprio padrão.
Não gostei também das perguntas do tipo: "É possível um casal gay ter relações por anos?" Ela devia saber que o amor não é só pros héteros.
Ela também que tinha medo de ver o filho de rosa e com plumas numa parada gay. A minha resposta: depende, se seu filho gosta de eventos como esses, sim. Pra mim, é como se fosse um carnaval, só que especificamente gay. Eu sou gay( não sou assumido,tenho 16 anos ainda, mas pretendo enfrentar logo o preconceito, apesar de meus pais serem muito preconceitusos), por exemplo, mas não gosto desses eventos, sou reservado. Depende muito do gay.
O que tá acontecendo com essa mãe é muito lamentável, mas é completamente normal porque, certamente, ela viveu numa sociedade com muito preconceito, e é aí que está o problema: a sociedade preconceitosa, não o filho dela. Aposto que se tivesse menos preconceitro essa situção deplorável fosse acontecer. Aposto que o filho dela já estaria namorando muito cedo, uns quinze anos, muito feliz, e arelação dele com sua mãe seria uma relação normal. Mas não nego isso: enquanto ela e a sociedade o reijeitarem ele será uma criatura muito infeliz. Falo isso, com tanta certeza, porque passo por isso, e não nego: chego até, às vezes, a desprezar meus pais. Mas que logo, logo, vou assumir, eu vou. Não quero mais viver com essa grande barreira.
Dou meus pêsames a esse garoto, que merece um abraço, que, provavelmente, não deve ter um, por ter medo dessa sociedade injusta. E peço para essa mãe repensar seus conceitos de vida, ela ainda pode pedir perdão.
Boa sorte.


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