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Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Partilha-te :: "As saudades são infinitas"

Não resisto a transcrever uma das 149 histórias do livro Partilha-te... Ainda não as li todas, mas das que li esta tocou-me particularmente...

É afinal a história de muitos nós...

 

As férias de Verão na aldeia sabiam sempre bem. Era uma maneira
de descomprimir do stress das aulas e dos professores, de todas as
responsabilidades que uma cidade nos põe nos ombros. Lá, na aldeia, o
tempo não corre. Os vales verdejantes aconchegam-nos o coração e a
alma. Os vales verdejantes e os teus cabelos ruivos. Um contraste quase
outonal. Ainda hoje os teus cabelos ruivos e a tua tez levemente
sardenta me atormentam o espírito. Éramos unha com carne.
Reparei em ti quando devíamos ter para aí doze anos. Na altura
éramos putos rebeldes e divertíamo-nos a jogar playstation nas tardes
soalheiras em tua casa. O sol era imenso e não dava para brincar cá
fora. Só saíamos à tardinha, quando começava a soprar o vento fresco
de norte. Já nessa altura eu gostava quando os teus braços roçavam ao
de leve nos meus, enquanto nos aconchegávamos no sofá estreito, em
frente à televisão, a ver o Jet Set Radio no seu skate maldito.
E os anos passaram. Um, dois, três, quatro. A nossa amizade foi
crescendo. Éramos melhores amigos naquela aldeia. Os outros rapazes
gostavam de ir para o rio ver as moças, jogar à bola e andar de mota. A
nós nada disso nos apelava e punham-nos de lado. Passávamos o
tempo a falar de jogos, de tecnologia, de música, de livros. E fomos
crescendo, lado a lado, solitários. No fim do Verão eu regressava
sempre à urbe, ao bulício, à confusão. E tu por lá ficavas resignado,
cada vez mais só, na tua aldeia. Soube que ultimamente os outros
rapazes gozavam contigo e eu não gostava disso. Chamavam-te
“cenoura”, “cagado das moscas” e coisas assim. E tu fazias orelhas
moucas a eles todos. Era uma alegria sempre que me vias e vinhas logo
para o pé de mim a correr. Íamos para o miradouro, longe de tudo e
todos, olhar o rio. Lá, abraçavas-me, e agarravas-te a mim. Preguiçoso
como eras, deitavas-te no meu colo e deixavas que eu te fizesse festas,
devagarinho, no cabelo. Enquanto fechavas os olhos e dizias coisas
muito baixinho e lentamente. E eu olhava-te de cima e só desejava que
o tempo nunca mais passasse. Estava a ficar completamente apanhado
e não havia retorno.
Neste último ano a tua mãe dera-te um telemóvel. Passaste o ano a
melgar-me com mensagens, às quais, eu respondia sempre, presto e
com carinho. Queixavas-te de um Inverno rigoroso e solitário que
nunca mais passava. De tardes e noites enfiado em casa só a jogar e a
ler porque não tinhas mais nada para fazer nem ninguém com quem
falar. E uma solidão que te começava a enlouquecer. Eu, na cidade,
rodeado de gente e facilidades. Mas cada vez mais só, também. Não me
revia em nenhum dos meus colegas que só se pareciam interessar por
futilidades. E sempre que pensava em amor não era uma moça que me
vinha à ideia. Eras tu. Tu, quem me aparecia sempre nos sonhos.
Sonhava contigo no meu colo, no miradouro, e em como, devagarinho,
me baixava e tu deixavas que os meus lábios tocassem nos teus. Ao
pôr-do-sol. Era um cenário perfeito. Era uma fantasia perfeita. E
sobrevivi mais um ano inteiro na cidade à custa dela.
Quando chegou a Julho reunimo-nos de novo. O Julho dos nossos
dezasseis anos iria ser mágico, pensei. Não podia ser de outra forma.
Tinhas crescido e criado alguma barriguinha. Nada que te afectasse.
Era mais qualquer coisa para apalpar e com a qual eu me podia meter.
Tu afastavas-te a rir e a dizer “Pá, pára lá com isso”, mas sem levar a
mal. No entanto estavas mais frio, mais distante. Apenas um pouco,
mas notava-se. Os anos iam tendo peso em ti. E a descoberta de ti
mesmo também. O que era natural, também me vinha descobrindo a
mim próprio. E nesta altura já não tinha dúvidas. Do que eu era, de
quem eu era, do que sentia. Mas o tempo ia passando e não havia
novidades. As mesmas brincadeiras de sempre, as mesmas conversas,
era tudo bom, mas sentia falta de qualquer coisa. Sentia falta de mais.
De um passo, do nosso beijo, do beijo que tanto imaginei. E de tudo o
que se poderia seguir. Mas tu não tomavas iniciativas e fechavas-te em
copas. Uma vez, em tua casa, quando jogávamos playstation, fui atrás
de ti, espreitar-te, à casa de banho. Não fiz por mal, tinha muita
curiosidade. Tu reparaste. Mas nada disseste. Baixaste apenas a cabeça
e ficaste calado. Pareceste ficar um pouco incomodado. Já te conhecia
bem demais. Quando os outros rapazes gozavam contigo era isso que
fazias. Baixavas a cabeça e fechavas-te em copas.
Outro dia, quando passeávamos na estrada, pus-te a mão no
ombro e comecei a apertá-lo ao de leve. Nada que não tivesse feito
antes, que não fosse natural entre nós. E tu nada disseste. Mas quando
a dona Arminda se aproximou, ao fundo da curva, mal te apercebeste
da sua presença, retiraste-me a mão. Foi um pequeno gesto. Muito
subtil, que ninguém notaria. Mas que eu notei e me deixou triste. Nessa
noite tive vontade de chorar. Parecia que te estava a perder aos poucos.
Comecei a entrar em turbilhão na minha cabeça. Não podia ser. A
imagem do beijo encorajava-me. De ti no meu colo. No dia seguinte
levei-te ao miradouro.
Mas não te deitaste no meu colo. Ficaste apenas calado com a
cabeça a olhar o longe. Coloquei as minhas mãos nas tuas costas e fizte
umas leves massagens. Mas tu não rolaste nem deste patinha. Não te
derreteste como era costume. Ficaste como uma estátua. Pus a mão no
teu cabelinho e afaguei-o. Virei a tua cara para a minha e disse apenas:
- Tenho algo muito importante para te dizer.
Os teus olhos cruzaram os meus e piscaram. Quase um esgar de
dor. Pareceram minutos infindáveis os segundos que me contemplaste
a tentar ler a minha alma. E quando acabaste de o fazer só fechaste os
olhos, a medo, retorquindo:
- Não sei se quero ouvir isto...
Mas já era tarde. Eu já ia embalado. Ou era agora ou nunca. Eu
não te podia perder.
- Acho que estou apaixonado por ti. Eu gosto de ti.
Ficaste parado, sem reacção. Olhaste para o rio. Desviaste o olhar
de mim. Eu desinchei como um balão, mas quase tremia expectante.
Temi uma fúria desmedida. Pensei muito nisso quando antecipava este
momento. Podias ficar furioso. Mas eu tinha de arriscar. Porque ainda
acreditava que, no fundo, te irias render e eu iria ter o meu beijo.
Mas não. Nem ficaste furioso, nem eu tive o meu beijo. Limitastete
a levantar, baixar a cabeça e em silêncio desaparecer.
- Tenho de ir jantar...
Disseste com voz sumida.
E eu fiquei prostrado a olhar o vazio. Uma lágrima veio por mim
abaixo. Suspirei muito. “Já está!” Pensei. “Agora não há volta a dar”.
Durante a semana toda não vieste à rua. Não apareceste. Não
respondeste a nenhuma mensagem. Nada. Um silêncio dilacerante. E
eu não tinha coragem sequer de te ir bater à porta. Passei a semana a
comer mal, a dormir mal. A minha avó achou que eu estava doente e
resolveu mandar-me de volta para casa, para a cidade. E eu concordei.
Já não estava ali a fazer nada. O meu paraíso estava um inferno. A
minha mente andava a mil à hora e não percebia, não conseguia
compreender o que se passava. Como tudo tinha mudado. E como
tudo tinha ficado tão difícil. No dia seguinte partiria. Antes porém
passei por tua casa, tinha mesmo de te ver. Com toda a coragem do
mundo bati à porta. Abriu-a a tua mãe. Sorriu-me como sempre, nela
nada houvera mudado e disse-me para entrar e avisou que eu estava ali.
Entrei a medo e fui até à sala. Estavas a jogar, como sempre, e nem
viraste a cara para mim. Disse-te apenas:
- Amanhã vou embora. Volto para casa.
Continuaste a jogar como se nada fosse. Nem estremeceste. Fiquei
impávido e chamei o teu nome baixinho. Acabei por murmurar.
- Desculpa...
Não sei porque o disse. Mas disse-o. Vacilaste. Senti uma pequena
reacção, uma palavra que finalmente penetrou a tua muralha silenciosa.
Muito baixinho murmuraste a custo e muito devagarinho, sempre sem
virar a cara.
- A minha boca é um túmulo... Faz boa viagem... E que tenhas
muita sorte na vida...
Virei-me e parti com o coração destroçado. Mas ao mesmo tempo
aliviado. Se não me tivesse declarado ficaria para sempre a pensar no
que poderia ter acontecido. Assim, o assunto morreu ali. Nunca soube
o que realmente se passou. O que realmente iria na tua cabeça, se
tinhas medo. Porque antes nunca mostraras medo. Se gostavas de
alguém. Como iria o teu coração. Porque nunca te ouvira falar em
raparigas. Nunca te ouvira falar em ninguém. Ainda hoje conservo no
meu telemóvel a mensagem enviada meses antes.
- Quando vens para a aldeia? Já estou a ficar doido de estar aqui
sozinho. As saudades são infinitas...


André Abel Aaires
22 Anos
 

sinto-me: tocado
publicado por cristms às 12:09
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|
7 comentários:
De Angelo a 10 de Julho de 2009 às 14:15
Belíssimo! Até me arrepiei e parece que estava lá no miradouro a vê-los!


De Bruno a 10 de Julho de 2009 às 18:58
Lindo, uma história de amor linda!! Aos meus 16 anos andava mais preocupado em tentar definir quem sou! Mas ja estou a trabalhar para recuperar o tempo perdido. Felizmente estou a viver a melhor e espero que a ultima historia de amor da minha vida!!!!!

Amo-te Baby!!


De Ruy A... a 10 de Julho de 2009 às 22:45
Também já ando a ler esse livro eheh
Ainda não tinha lido esta.
Aliás todo o livro está fantástico mesmo :)


De JS a 11 de Julho de 2009 às 04:18
Boa noite,

é incrivelmente tocante e sentido esse texto. Agradeço teres colocado aqui. Gostaria de comprar o livro. Sabes onde posso fazê-lo?

Aproveito para te dar os parabens pelo teu blog. um belo sítio onde se é o que realmente é! Muitos parabens...

Eu comecei à muito pouco tempo e como tal deixo o meu cantinho para, se estiveres um dia interessado passares por lá: eugayeomeumundo.blogspot.com

Até breve
JS


De Me, myself & I a 11 de Julho de 2009 às 15:59
Oops! Já não esta à venda no lulu lol detesto ler no PC...vou contactá-los para saber se vão voltar a por a venda. Se souberem de outro local de venda avisem, please!


De pinguim a 13 de Julho de 2009 às 02:09
Olá
primeiro que tudo, quero agradecer-te a ti e ao Bruno a amabilidade de nos terem recebido a mim e ao Déjan (que já está em Belgrado...), na vossa linda casa.
Sobre o livro "Partilha-te", apenas o tenho na versão digital e queria comprá-lo mesmo, não sei é onde ou como; até porque há lá uma história minha sob o nome de Pinguim e que se chama "A Borboleta", inserida no capítulo «A noite».
Esta história que aqui transcreves é deliciosa e decerto será o exemplo de muitas renúncias feitas por este Portugal rural fora...
Quantos destes rapazes não casam, constituem família e nunca chegam a ser felizes pelo medo e pelo meio que os rodeia?
Abraço amigo.


De Cristhian a 14 de Julho de 2009 às 17:30
Olá,

Gostei muito da história !

Fiquei com vontade de o comprar, mas como receio ser descoberto, vou ver se o encontro na internet, e se um dia o vir, e estiver sozinho compro.o!

Um Abraço ^^


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