Terça-feira, 5 de Maio de 2009

Vestido de mulher...

Não falo de travestis... Ou se calhar falo! Ehehehe! Confuso? Pois...

Este post vem no seguimento de um programa da querida Sue, onde uma mulher ligou (quase) desesperada para partilhar a sua história e procurar respostas...

Dizia ela, casada e com dois filhos do actual marido, que um certo dia, a meio da noite, deparou-se com o seu marido na casa de banho vestido de mulher. Caiu-lhe tudo, como é de esperar, e mil pensamentos começaram a atravessar-lhe o cérebro à velocidade da luz....

Obviamente que a dúvida maior era "O meu marido é gay!!?!?!?!". O marido tentou acalmá-la dizendo-lhe que não era gay, que apenas se sentia bem e excitado vestindo roupas de mulher... Esta, a muito custo, começou a aceitar a situação pensando na relação e nos filhos... Aceitou aparentemente, pois no seu intímo continua a não perceber o marido e a desconfiar da sua orientação sexual... Mesmo assim foi-se calando e mantendo até conversas de café com o seu marido na pele de mulher... Estranho? Pois... Posto isto, a Sue tentou acalmar a senhora, dizendo-lhe que o facto de o marido se vestir de mulher não quer de todo dizer que é gay... Passou então a explicar uma teoria provável que dá origem a este tipo de atitude. Segundo ela, muito provavelmente o seu marido, quando bébé, enquanto mamava segurava na roupa da mãe... Essa roupa (acetinada talvez), o cheiro, faziam-no sentir bem e confortável... Pois bem, o marido da senhora ficou (ou guardou) essa sensação ao longo dos anos, de tal forma que o toque com essa roupa feminina e o facto de a sentir no corpo, dá-lhe prazer....

É uma teoria é certo, e acredita quem quer... Mesmo assim, como foi algo que nunca tinha ouvido, achei interessante partilhar... As conclusões, cada um que tire as suas!

 

;)

sinto-me: mais informado!
publicado por cristms às 20:34
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1 comentário:
De L a 6 de Maio de 2009 às 18:42
Actualmente, a explicação psicanalítica para o travestismo fetichista (quando há excitação sexual) passa sobretudo por uma vinhança de um fantasma de humilhação, dos tempos da infância. Este comportamento, que aos olhos da Psicologia é visto como patológico, é uma erotização da ansiedade ou da dor psicológica, ou seja, a perversão funciona como uma transformação da dor num movimento erótico. No caso do travestismo, há quem suponha que uma humilhação infantil, ligada ao papel de género, dá origem a uma vontade de, mais tarde, compensar narcisicamente a ferida da infância. Sim, são teorias. Quem está por dentro do modelo psicodinâmico, ou psicanalítico (como é o meu caso), sabe que ele tem o seu quê de "esquisito", mas não é mais do que uma linguagem própria, como qualquer ciência a tem (e a Psicologia não é excepção).


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