Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2006

Depressões, quem as entende?

Felizmente nunca sofri de depressão, no entanto, e mais recentecemente tenho sido confrontado com vários casos de depressão... De facto não me imagino deprimido, até porque acho que o meu feitio não propicia isso, no entanto, tenho tentado entender o que faz com que as pessoas caiam num poço, por vezes sem fundo... É verdade que cada caso é um caso, mas não será difícil de imaginar que a comunidade gay seja um alvo fácil... Bastará para isso termos alguém que não consegue assumir-se, pelos mais diversos motivos, e que em alternativa, se afastam de tudo e todos, fechando-se num mundo seu que poderá terminar em depressão que as pessoas mais próximas poderão não entender facilmente... Da minha experiência, do que tenho observado, a falta de confiança, um feitio acentuadamente pessimista e algumas dificuldades com as quais as pessoas são confrontadas, levam-nas a facilmente desistir, render-se, perder o gosto pela vida, enfiarem-se no seu canto escuro e não quererem trabalhar e falar com ninguém. Saír deste "buraco" é na maioria das vezes muito complicado e torna-se necessário ajuda de especialistas (psiquiatras e/ou psicólogos) e das pessoas que rodeiam a pessoa, os amigos, os familiares... Mas como nem sempre se entendem os motivos, porque para quem está de fora eles aparentemente não existem, quem deve ajudar acaba por desistir também... E assim, pouco a pouco, o "buraco" vai aumentando... Depois vêm as drogas e aí ou se recupera ou então poder-se-á chegar a um ponto onde dificilmente não deixará a pessoa marcada... Acho sinceramente que a forma de lutar contra isto é mostrar à pessoa deprimida que existe um rumo, um caminho a seguir, um objectivo... E que ela própria pode e deve seguir esse rumo! E é nesta altura que um empurrão de alguém pode fazer toda a diferença, alguém positivo, alegre e optimista (não em demasia pois pode parecer forçado e desagradar...). Esse empurrão não dura sempre, mas de quando em vez pode ter-se que repetir o gesto, até que a pessoa deprimida perceba que afinal nem tudo está perdido. Ah, e evitem as músicas que puxam ao sentimentalismo, ambientes escuros, alcoól, drogas... Isso só faz com que se crie o ambiente perfeito para que o "buraco" aumente... Bem sei que não sou médico, nem nada que se pareça, mas os vários casos que tenho assistido passam por estas linhas... Já agora, alguém quer dar mais algum conselho??? Estarei eu correcto???
publicado por gay às 23:37
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6 comentários:
De Anónimo a 23 de Fevereiro de 2006 às 18:17
de facto é impressionante o quanto se pode estabelecer um padrão depois de ter lido o post e os comentários. Tive uma depressão à sensivelmente um ano atrás e a razão foi o meu primeiro namorado a sério ter acabado comigo... do nada. foi um choque tremendo na altura, porque supostamente estava tudo bem entre nós, o que me fez isolar de toda a gente e mesmo contar tudo à minha mãe de uma forma um pouco complicada. Conclusão: a minha mãe "espetou-me" numa psicologa com o intuito de curar a minha "confusão". Foi mesmo o melhor que me aconteceu. Os psicólogos, só pelo facto de olharem para os problemas de uma forma mais técnica e terem soluções e formas de nos mostrar a vida de forma mais real, merece mesmo a pena a quem se sinta deprimido. Aconselho vivamente, pois na altura, quando me sentei, estava num estado tal que desatei a chorar à frente da psicóloga e com o tempo tudo se resolveu! Para terminar, quando vale a pena, há que lutar pelo que queremos. Voltei com o meu namorado e já estamos juntos à 10 meses, sai da depressão aos poucos e realmente sei que os mesmos erros só os comete que não aprendeu com eles. Eu definitivamente aprendi e considero a ajuda de um profissional bastante importante nesse caminho!Be cool!Rdmx
</a>
(mailto:)


De Anónimo a 21 de Fevereiro de 2006 às 20:50
não sei... eu saí de uma depressão há pouco tempo... ou melhor... de um início de depressão... e tenho a dizer que a música não tem nada a haver... mas é que nada mesmo... em relação ao aumentar do "buraco". a minha sorte foi ter o apoio de alguns dos meus amigos... se bem que teve indirectamente a haver com o facto de eu ser gay. mas também toda a gente sabe, incluíndo os meus pais... mas o que eles não entendem é que a culpa de eu ter ficado assim é deles... e sim, eu estou a ter consultas com uma psicóloga, mas não para tratar algum problema, e sim para ter alguém com mais experiência de vida do que os meus amigos... e sim, ela tem-me ajudado muito. tem-me dado muitos bons conselhos. mas ainda estou para ver como é que esta situação se vai resolver... já estou bastante melhor, mas algumas coisas ainda continuam a ser difíceis de suportar... vamos ver...

bjs =) ***Ima
(http://memories-falling.blogspot.com)
(mailto:)


De Anónimo a 21 de Fevereiro de 2006 às 20:06
Os piores enemigos dos gays são os mesmos gays, pouco me interessa a comunidade hetero. Há muita coisa ainda por superar, muita mesmo !Chute
(http://www.nonsensex.blogspot.com)
(mailto:enrique62@mipunto.com)


De Anónimo a 21 de Fevereiro de 2006 às 19:51
Nenhum post me tinha feito reflectir tanto como este! Acho que estou numa fase pré-depressão. Para começar e como já te tinha dito o meu namorado acabou comigo de uma forma brusca, e que me fez ficar "preso" a esta situação toda. Não consigo parar de pensar nele, e com tanto choro acabei por por os meus pais em pânico por não saberem o que se passou. Contei-lhes... TUDO! O que parecia ter sido a libertação de um já longo problema tornou-se em mais uma dor de cabeça, porque por varios motivos e por diversas reacções agr andam mais desconfiados e o ambiente cá em casa está diferente. Qualquer coisa que dê na TV relacionada com homosexualidade causa desconforto às refeições, por exemplo. Para ajudar à festa durante este mês inteiro estou em exames e portanto isolei-me mais um pouco. Porque nunca tinha tido uma relação a sério cometi o erro mais frequente de todos que é o deixar de estar tantas vezes com os amigos para estar com o nosso mais-que-tudo. Quando dei por mim percebi que os "verdadeiros amigos" também estavam magoados e desiludidos cmg e com razão. COnclusão? SIntia-me só. Muito só. Tive e ainda tenho ataques de pânico, de choro, de ansiedade... falta-me o ar... respiro muito profundamente... e quando dou por mim estou num estado lastimável, deixei de cuidar de mim. Para ajudar ainda mais, fui fazer exames esta semana, porque todos me dizem que tou com mau aspecto, claro que por nao saberem o porquê ficam preocupados pk sem causa aparente não é normal isto acontecer. Pronto e com isso tudo já pensei sinceramente que estou efectivamente a exagerar... pk sempre fui uma pessoa alegre e optimista. Mas a verdade é que apesar de ter noção disso, perdi o auto-controle e quando estou a pensar nisto tudo, não consigo pensar que é só uma fase que vai passar. E sim... estou farto de ouvir palavras de encorajamento. Mas continuo um bocado desnorteado. Acho que para quem tem consciência do seu estado, o melhor mesmo é tentar dormir mais horas (sem tomar comprimidos nenhuns) e deixar passar o tempo. Não se fechar em casa e deixar as coisas acontecerem. É assim que vou tentar pensar... E por aqui irei postando os desenvolvimentos... torçam por mim (please) tenho um blog... e nunca o tinha revelado aqui... se quiserem visitar, tao à vontade... beijinhos pa ti e o teu lindo ok? Brigado pelo teu mail.gatinhob18
(http://adorot.blogspot.com)
(mailto:gatinhob18@yahoo.com)


De Anónimo a 21 de Fevereiro de 2006 às 19:09
Nenhum post me tinha feito reflectir tanto como este! Acho que estou numa fase pré-depressão. Para começar e como já te tinha dito o meu namorado acabou comigo de uma forma brusca, e que me fez ficar "preso" a esta situação toda. Não consigo parar de pensar nele, e com tanto choro acabei por por os meus pais em pânico por não saberem o que se passou. Contei-lhes... TUDO! O que parecia ter sido a libertação de um já longo problema tornou-se em mais uma dor de cabeça, porque por varios motivos e por diversas reacções agr andam mais desconfiados e o ambiente cá em casa está diferente. Qualquer coisa que dê na TV relacionada com homosexualidade causa desconforto às refeições, por exemplo. Para ajudar à festa durante este mês inteiro estou em exames e portanto isolei-me mais um pouco. Porque nunca tinha tido uma relação a sério cometi o erro mais frequente de todos que é o deixar de estar tantas vezes com os amigos para estar com o nosso mais-que-tudo. Quando dei por mim percebi que os "verdadeiros amigos" também estavam magoados e desiludidos cmg e com razão. COnclusão? SIntia-me só. Muito só. Tive e ainda tenho ataques de pânico, de choro, de ansiedade... falta-me o ar... respiro muito profundamente... e quando dou por mim estou num estado lastimável, deixei de cuidar de mim. Para ajudar ainda mais, fui fazer exames esta semana, porque todos me dizem que tou com mau aspecto, claro que por nao saberem o porquê ficam preocupados pk sem causa aparente não é normal isto acontecer. Pronto e com isso tudo já pensei sinceramente que estou efectivamente a exagerar... pk sempre fui uma pessoa alegre e optimista. Mas a verdade é que apesar de ter noção disso, perdi o auto-controle e quando estou a pensar nisto tudo, não consigo pensar que é só uma fase que vai passar. E sim... estou farto de ouvir palavras de encorajamento. Mas continuo um bocado desnorteado. Acho que para quem tem consciência do seu estado, o melhor mesmo é tentar dormir mais horas (sem tomar comprimidos nenhuns) e deixar passar o tempo. Não se fechar em casa e deixar as coisas acontecerem. É assim que vou tentar pensar... E por aqui irei postando os desenvolvimentos... torçam por mim (please) tenho um blog... e nunca o tinha revelado aqui... se quiserem visitar, tao à vontade... beijinhos pa ti e o teu lindo ok? Brigado pelo teu mail.gatinhob18
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De Anónimo a 21 de Fevereiro de 2006 às 00:18
nem fazes ideia, o quanto estás certo...
é muito facil entrar nesse "buraco", por vezes sem se saber porquê. O dificil é sair de uma coisa que não se sabe muitas vezes como começou e porque começou, assim, torna-se dificil encontrar a saida a esse tal "buraco".
Mas não á nada como não desistir.filipe
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