Sábado, 10 de Janeiro de 2009

O PSI RESPONDE XIII :: SEXO ANAL

Muitos, a maioria talvez, homens e mulheres, terão tido a dúvida e o receio das relações anais, visto que por ali é onde saem as fezes, e como sabemos, estas estão inundadas de bactérias e daí o corpo estar a expeli-as. Existem alguns cuidados que se podem ter e é essa dúvida que foi posta ao nosso PSI (sempre ao vosso inteiro dispor, através do email blogsergay@hotmail.com, e com anonimato garantido!) e a qual dou desta vez conhecimento:

 

O LEITOR:

Tenho (...) mais uma curiosidade, que é: no que diz respeito ao sexo anal, é mau não usar preservativo, mesmo sendo com um rapaz que confies? Eu sei que será mais fácil a adquirir doenças pois terá contacto com as feses e haverá pequenos golpes.
 
Pode parecer infantil ou até mesmo estúpido, eu no outro dia experimentei pôr os dedos no "colo rectal" (nãosei dizer de forma mais adequada xD), com um preservativo para ver se iria doer muito ou não. E eu tenho os dedos compridos, então cheguei a uma parte, no qual me pareceu serem as feses, e nao gostei da sensação! =S

 

O PSI RESPONDE:

 

 

 

Mesmo sendo um rapaz em quem confies, não deves usar o preservativo apenas por uma questão de segurança nas DST's, mas também por questões de higiene. Tal como tu experimentaste com os dedos, o que deves ter tocado foram fezes e obviamente não é um toque agradável, por isso também o teu penis estará em contacto e se usares o preservativo, poderás evitar esse contacto e posteriormente alguma bactéria que se encontra nas fezes.
Não foi de todo infantil a experiência que fizeste. Muitos são os gays que a fazem. Parece-me que faz parte da aprendizagem sexual, seja qual for a sexualidade do ser humano. E, tal com já referi, é normal que que não tenhas gostado da sensação ao toque das fezes. Supostamente não será isso que te dará prazer, ams sim a estimulação anal. E quando esta é feita, não tens necessidade de introduzir os dedos tão profundamente como fizeste.
Posso sugerir-te que se isso passar a ser um dos teus prazeres, podes efectuar sempre que quiseres ter esse tipo de "brincadeira" a realização de um clister, que não te toma mais que 20 minutos e deixa-te totalmente limpo.
 

 

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sinto-me: informado!
publicado por cristms às 10:41
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Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

Rede ex aequo :: Novo grupo em Beja!

Ontem recebi um pedido de divulgação por parte da rede ex-aequo, da qual já falei aqui várias vezes, da "inauguração" de um novo grupo regional em Beja.

Acho muito importante o trabalho que esta associação tem feito, e como recebo cada vez mais contactos para esclarecimentos de dúvidas, desabafos, nunca é demais divulgar os vários grupos regionais que esta associação tem nas seguintes cidades: Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Faro, Lisboa, Viseu e agora Beja. Nas reuniões destes grupos conversa-se sobre temas variados, que estão de algum modo total ou parcialmente ligados à temática LGBT, geralmente através de dinâmicas de grupo/exercícios pedagógicos divertidos que pretendem justamente ajudar a falar sobre assuntos onde se calhar muitos não terão outro espaço ou com quem falar noutros locais. Existe ainda o forum, bastante frequentado e boa onda, e que aconselho também a visitarem! Deixo agora os links:

- a rede ex aequo no geral
            http://www.rea.pt/
            http://www.rea.pt/projectos.html
- os grupos locais
         http://www.rea.pt/grupos.html

- o forum

            http://www.rea.pt/forum

 

Fica a contribuição espero que ajude!!!

 

sinto-me: ex aequo
publicado por cristms às 23:38
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Quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009

O PSI RESPONDE XII :: Amor ou necessidade?

Quem não teve a dúvida se o nosso companheiro nos ama ou se apenas precisa de nos ter a seu lado? A mim já surgiu muitas vezes a pergunta, obviamente que em alturas de arrufos com o lindo... Mas bem, o relato que trago desta vez, enviado para o nosso PSI (continuem a enviar as vossas questões/dúvidas para o PSIcólogo do blog, através do email blogsergay@hotmail.com. A confidencialidade é garantida!), é bem mais dramático! Deixo então o depoimento e a resposta do nosso PSI, e espero que possa ajudar pessoas que estejam na mesma situação...

 

O LEITOR: 

Prezado PSI, o que relato na linhas que se seguem aproxima-se mais de um desabafo 'sufocado'. E não , propriamente, uma pergunta. Trata-se de uma longa e dolorosa história, mas, por força da ocasião, procurarei resumir.
Em meados de 2003, quando saia de um problemático relacionamento (homossexual), fui convidado por um amigo para conhecer uma sauna gay (até então eu não havia visitado nenhuma). Talvez por estar fragilizado emocionalmente e pela falta de vivência (experiência),
fiquei, simplesmente, alucinado por um dos "massagistas" que lá "trabalhava". Não era um interesse sexual. Era algo mais... incontrolável... insuportável. Passei a frequentar 2 (3, 4) vezes aquele ambiente com o intuito de vê-lo, trocar duas ou três palavras (e sofrer MUITO quando o via em investidas para seduzir algum "cliente". Não demorou muito e o rapaz já dava sinais de interesse (?) por mim. Passei a acreditar que entre nós nascia o amor. Resultado: menos de três meses depois de minha primeira visita à tal sauna, já estávamos nos relacionando seriamente e, é claro, ele saiu do "emprego". Foi um início de relacionalmente muito difícil. Passei a descobrir informações sobre ele que minha razão orientava para um final breve, urgente. Mas meu coração... Ah! Esse parecia ver aquilo
tudo como virtudes: a) era casado com uma mulher e sustentava para a família uma identidade heterossexual; b) tinha um filho de um primeiro casamento; c) possuia alguns roubos nas costas; e d) usava drogas (todas as que conseguisse, mas principalmente CRACK. Embora eu soubesse de tudo isso, e ele sabia que eu sabia, mantinha a
mesma paixão e o mesmo carinho.
Por conta de uma aprovação em concurso, precisei mudar-me para Rio Branco (Acre). viajei sozinho, mas não demorou muito e ele conseguiu meu telefone e começou o trabalho mental para que eu enviasse as passagens para que ele viesse morar comigo. Não deu outra: veio e trouxe consigo todas as suas mazelas. Contrariando tudo o que eu
acreditava sobre mim mesmo; e contra, também, a educação que eu havia recebido de meus pais, passei a usar drogas também. No início era apenas maconha. Depois, passamos a cheirar cocaína. E, por fim, veio o inimigo-Mor: o crack. Até hj não consigo entender como fui entrar nessa roubada.
Como consequência disto, passei a faltar o trabalho (quase 01 ano empurrando atestados), acabei com a harmonia em minha família, pois eles descobriram e a partir daí, foi só sofrimento de TODOS. Ganhava, razoavelmente bem (para duas pessoas): proximadamente 6 mil. Todo esse dinheiro "virava fumaça". Passei a dever em bancos, em lojas, a
amigos, a parentes, a desconhecidos... Minha vida virou um inferno. A gota d'água foi a vinda de minha mãe até esse Estado. Quis me internar, iniciou, para nós dois, uma série de tratamentos...
Enquanto ele achava que melhorávamos, que tínhamos parado... Fingíamos tomar os remédios e continuávamos no crack. E estamos até hj. Mas há uma diferença: atualmente, eu desejo MUITO parar, e tenho fito esforços sobre-humanos para ir diminuindo... diminuindo... até, se Deus quiser, parar por completo. Ele, ao contrário, aumenta a dose a
cada dia, e com isso somente eu saio prejudicado Já não o vejo mais da mesma forma. às vezes nem quero vê-lo. Mas também não consigo me imaginar sem ele.
Diga-me algo... Preciso ouvir alguém que não esteja envolvida no drama!

 

 

 

O PSI RESPONDE:

Caro leitor
 
Ao ler a sua carta, pereboq ue tem uma noção perfeita e correcta do que se está a passar consigo. Demonstra que sabe que deve parar e como o fazer. Entendo que não tem a capacidade de o fazer sozinho. A questão que se coloca é: estará a ter a ajuda adequada? Talvez procurar ajuda de profissionais de saude mental (psicólogo) com conhecimento na área seja um passo a dar. Mas não deixa de ser relevante que antes de o fazer, saiba se pretende mesmo mudar a sua vida, se é de facto real o desejo de parar ou se é apenas porque os outros à sua volta assim querem.
 
Diz que já não o vê da mesma forma. E o que sente por ele? É o mesmo? Senão o ama, porque está com ele? será que o leitor é daquelas pessoas que gopsta de "apanhar"? Terá um lado sádico que não conhece? Se o seu esforço é verdadeiramente sobre-humano e se quer mesmo parar e se ele não quer parar (pois há já uma altura que o leitor sabe se ele quer mesmo parar) que faz ao lado dele?
 
Não me parece que o ame, mas que esteja habituado ao amor que lhe tinha (muitas vezes confundimos os sentimentos). Mas penso que enquanto não se livrar dessa pessoa, estará sempre a cair na tentação do consumo, que pelos sentimentos que pensa ter por ele, quer pela própria necessidade do vício. O amigo leitor está sempre duplamente em tentação.
 
Sempre ao dispor
 
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sinto-me: um sortudo!
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Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

O PSI RESPONDE XI :: Atracção por travestis

A confusão entre quem gostamos sexualmente, sentimentalmente ou aparentemente não é tão raro quanto isso. Há muito hetero que por vezes, vê no mesmo sexo algumas coisas que por algum motivo lhe provocam um certo tipo de excitação (emocional, sexual). Isso deixa-os confusos relativamente à sua orientação sexual, ou porque de facto obtém prazer de ambos dos sexos ou porque não querem assumir a sua verdadeira orientação... A questão foi posta por um leitor ao nosso PSI (sempre ao vosso dispôr, basta enviar um email para blogsergay@hotmail.com, e a resposta é garantida e a confidencialidade também!).

Fica a pergunta/resposta... Pode ser que esclareça algumas dúvidas!

 

LEITOR:

Estou aquí sem saber o que sou, adoro mulheres e sou louco por travestis, quando estou com mulheres , felizmente com muitas, sei que as deixo satisfeitas , pois a minha performance é boa e nascí com um penis que pelas suas dimenções as deixa sempre admiradas ( muitas vezes me chamam piça de preto), com mulheres não recorro à prostituição, na grande maioria das vezes, gosto da conquista . Por outro lado quando posso vou ao encontro de Travestis ( Samantha Rios , Angela Dauphine e Veronica Velazquez , são as que mais me marcaram), adoro fazer de tudo com elas , sendo que começo como passivo e acabo como activo, já experimentei de tudo e gostei. senti-me atraído , quando estando á procura de casas de sexo na net, comecei a dar com páginas de travestis, reparei que me estava a excitar, fiquei espantado e baralhado (tinha 38 anos) , um ano depois deparo-me com uma Travesti (Samantha Rios) no site Desejos.net, não resistí , fui ter com ela\ele (sei lá!!!!) , foi demais entreguei-me à lixuria total , beijei-a , fiz-lhe sexo oral e deixei-me penetrar como se sempre o tivesse desejado desde miudo, depois ela retribui-me e atingí o orgasmo a penetra-la, parecia outra vez um homem. Desde esse dia e por estes ultimos 5 anos e com alguma regularidade tenho repetido esta experiencia ... afinal o que sou ??? 

 

O PSI RESPONDE:

Caro Leitor
 
Praze-me ver a forma simples e aparentemente sossegada como escreve a sua carta. E perante a sua pergunta directa, nada mais merece, que responder-lhe também de forma directa: parece ser bissexual. Mas na realidade é importante para si "ser" alguma coisa? ter um nome? ter uma definição? Não lhe parece suficiente e mais que suficiente ser um ser humano que, ao contrario de muitos, sabe o que gosta, como gosta, o que lhe da prazer? Parece-me qu eo mais importante de facto é saber disfrutar do bom que a sexualidade tem: prazer! E o leitor parece saber fazê-lo muito bem.
 
Rótulos temos muitos na sociedade. E, como muitos vinhos, são colocados rótulos em muitos que depois de provados nada bem nos sabem.
 
Parabéns

  

O LEITOR RESPONDE:

Realmente é a resposta de que precisava, parece feita por encomenda.
Sim o importante é eu estar bem no momento em que estou a disfrutar de uma situação, o rótulo pouco interessa , realmente fizeram com que eu relachasse ao fim de anos a pensar em que caminho estou, realmente estou no caminho da busca do prazer, claro que o facto de estar esclarecido não me vai fazer revelar este segredo a ninguem, pois todos nós temos o direito a ter "jardins proibidos" e estes são os meus e só meus, só os vou partilhar com quem estiver comigo em cada momento. Então o meu muito obrigado ... só uma coisa me intriga, o que significa esta atração por travestis, porque não por homens?

 

O PSI RESPONDE:

 

Caro leitor
 
Respondendo à sua pergunta porquê travestis e não homens: porque se gosta de mulheres e não de homens? porque homens e não mulheres? porque se gosta de mais velhos? porque mais novos? simplesmente porque É O QUE LHE DÁ PRAZER. E é isso que interessa. Mas repare num pormenor: um travesti tem as duas coisas num só: o feminino e o masculino. Sinta-se privilegiado por ter ambos prazeres numa só pessoa.
 
No sexo não há certo nem errado. Não há normal nem patológico. Tudo é considerado normal desde que os intervenientes se sintam confortáveis.
 
Abraço 
 
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sinto-me: Bem!
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Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

O PSI RESPONDE X :: Passivo versus Tamanho

Quem normalmente assume o papel de passivo, pode assustar-se com o tamanho do pénis, ou por ele ser grande ou por ser pequeno. Há gostos para tudo, mas para quem acha que o pénis poderá não caber poderá seguir o conselho do PSI, que responde desta vez a um leitor sobre essa problemática. Continuem a mandar as vossas dúvidas para o PSI, através do email blogsergay@hotmail.com, o anonimato é garantido.

 

Leitor:

Eu acho que sempre tive atracção por pessoas do mesmo sexo mas a verdade é que não tenho muita experiencia sexual com homens.Tenho 41 anos nunca tive nada com mulheres ou seja nunca fiz sexo com mulheres mas os homens de certa maneira eu sempre gostei.Lembra-me que na minha adolescência adorava ver um corpo nu masculino e por vezes masturbava-me sempre a pensar noutros rapazes.Cresci amadureci como eu disse sexo nunca passou do mesmo  com mulheres ou seja nunca passou mesmo da masturbação.Logico é que a pessoa amadurece e vê as coisas de outra forma já a pensar em arranjar um companheiro e tal.Mas infelizmente não consegui.Passaram os 30 e estou com 41 agora acho que a idade me fez mais liberal o que antes era tímido melhorei bastante com a idade ou seja deixei totalmente de o ser.Acontece que estou inscrito em sites de conhecimento de homens e isto traz-me total satisfação é como se me realizasse (como se eu andasse a procura daquilo há muito tempo e finalmente encontrei).Agora com a internet é muito bom para conhecer pessoas tenho conhecido mesmo só pelo sexo tem sido fantastico.Apesar de continuar quase virgem na relação com homens.Não bem por medo ou qualquer outra forma(mesmo porque não tem calhado).conheci uma pessoa através de um conhecido site de encontros (mais sexuais)mas esta pessoa sinceramente não correspondeu as minhas expectativas.Agora conheci um homem novo(30 e tal anos)só o trato por meu amor etc e tal.Gosto dele tenho encontro marcado com ele no fim deste mês  para termos sexo na casa dele.Ate aí tudo bem.Mas como lhe dizer que sou virgem analmente??Eu vi o pénis dele que é grandão quando está erecto(sera que vai caber cá dentro)eu tenho um buraquinho tão pequeno.Como vou fazer??Eu não o quero perder nem posso.Como reparou sou muito passivo.Tenho mesmo experiencia de sexo oral e ao que sei gosto dá-me bastante prazer fazer e sei fazer bem.Mas tenho um certo receio:como lhe vou dizer que sou virgem no ânus??Tenho também medo porque eu acho que não vai caber.Havera alguma técnica para poder ficar mais relaxado e aquilo caber??Vejo em filmes que conseguem caber sexos verdadeiros monstros.Como lhe vou dizer que sou virgem??Será que ele vai entender?'Eu tenho uma grande vontade de ser penetrado pois é isto que eu estou a espera faz algum tempo mas não sei será que ele não vai discutir comigo??Será que vai entender??Estou com medo e confuso não sei o que fazer se pudesse que o senhor doutor me ajudasse agradecia.

O PSI RESPONDE:

Lí atentamente o seu pedido e entendo a sua ansiedade quanto à situação. Em primeiro lugar lembre-se de uma coisa: ninguém é perfeito. Ninguém mesmo. O rapaz com quem se vai encontrar também já foi  virgem e por isso não terá problemas quanto à sua virgindade. Não faça disso o problema. Quanto ao tamanho do pénis dele, ainda bem que gosta do que já viu, pois isso estimula o seu imaginário e vai ajudar à penetração, pois o desejo é grande, e quando o desejo existe, fisicamente os músculos adaptam-se com maior facilidade. Obviamente que poderá sentir algumas dores, todos sentimos no início. Mas quando as coisas são feitas com calma e descontracção vai acabar por conseguir e ter um enorme prazer, estou certo. Lembre-se também que não se trata de um encontro com intenção de apenas "esvaziar os testículos", mas de aproveitar e sentir o maior prazer que a carne pode dar, e isso tudo passa pelo toque, pelo cheiro, pelos beijos, enfim, por um vasto conjunto de estímulos que levarão à penetração.
Mais uma vez insisto em não ficar ansioso, null calmamente e sem demonstrar preocupação que "não te cheguei a dizer, mas vais ter de ter alguma paciência comigo, pois nunca fui penetrado, mas não é por isso que não te vou dar prazer" e refira também que "é claro que quero ser penetrado, ainda mais por ti, mas não faço disso o leme da minha vida". verá que com este tipo de abordagem em tom de brincadeira, ele não vai sentir nada de negativo. Pois é apenas o Sr. que está a ser negativista.

 

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sinto-me: com sonito!
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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008

Sondagens no blog XXXI - "Achas que a tua educação influenciou a tua orientação sexual?"

Termina mais uma sondagem, que questionava se a educação de cada um influencia a orientação sexual do indivíduo. Dos 346 votos recebidos, a grande maioria, 59%, votou na resposta "NÃO". Mesmo assim, e para meu espanto, 28% dos votantes escolheu a resposta "SIM". Uma minoria (12%) tem dúvidas e responde "TALVEZ". Já aqui abordei várias vezes este assunto, e na rubrica O PSI RESPONDE também o tema já foi abordado. Na minha opinião, e da minha experiência pessoal, a minha resposta é NÃO. Tenho um irmão mais velho, que teve a mesma educação que eu e é heterossexual. A diferença, é que os meus pais queriam muito que eu fosse uma menina, e acredito, que algumas vezes a minha mãe se tenha esquecido de que eu era rapaz... Digo isso, porque quando ela me via a lavar a roupa, a querer estar apenas com meninas, a querer fazer outras coisas mais comuns entre meninas, ela nunca terá desconfiado... Eu acho que desconfiaria, aliás, soube algumas histórias há pouco tempo, de mães/pais que já desconfiam que os seus pequenos têem algumas tendências, que em tudo se parecem com as minhas vivências de puto, e que acabaram por se confirmar com o assumir da minha homossexualidade. E por isso, esses pais, já se interrogam e procuram saber como lidar com a situação... Daí eu ser veemente contra a chamar-se uma OPÇÃO sexual. Para mim não é uma opção mas sim uma ORIENTAÇÃO que já nasce com o indivíduo, assim como o heterossexual gosta de mulheres e não sabe explicar o porquê, um homossexual gosta de homens também sem saber o porquê!

 

Está aberta uma nova sondagem, já relacionada com o Natal(daqui a um mês) e que procura saber quem vai este Natal estar no "armário" ou pelo contrário já saiu do "armário"! Ah, também há os que não têem "armário".... VOTA! OPINA!

 

 

Todas as sondagens do blog podem ser lidas AQUI

 

 

sinto-me: bem educado!
publicado por cristms às 23:50
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Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

O PSI RESPONDE IX - Saír do armário!

 "Saír do armário" continua a ser um drama para muita gente... Se disso tivesse dúvidas, os emails que recebo não me deixam ter essa ilusão. Hoje publico as dúvidas de alguns leitores, colocadas ao PSI, e que poderão reflectir o sentimento de muitos. As respostas podem ajudar! O "canal" continua aberto para quem quer colocar questões ao PSIcólogo aqui do blog SER GAY, basta para isso enviarem um email para BlogSerGay@hotmail.com. O anonimato é garantido e a resposta também!

 

Leitora :

Olá PSI =)

Eu sou uma rapariga de 16 anos, bissexual. Mas não me consigo assumir, há anos que brinco com o assunto junto dos meus amigos, mas quando algum deles me pergunta "Mas és mesmo?" eu respondo sempre "Não! Achas mesmo?" não tenho coragem, tenho a certeza que eles iriam aceitar, mas tenho medo que pensem que mudei, que não me encarem da mesma forma. 

Já em relação à famila a questão nem se coloca, não seria capaz, pelo menos nesta altura e até me foi aconselhado a não o fazer até ter 18 anos. 

Eu tenho vontade de me assumir, eu tenho orgulho do que sou, mas não aguento a ideia de poder magoar aqueles que amo, tenho medo de ser demasiado egoísta.

Se nunca me conseguir assumir, perante os meus amigos e a minha familia, vai ser injusto para comigo e para com eles não é?

 

PSI:

Os sentimentos que tem em relação ao assumir-se são perfeitamente normais. Surgem devido à educação (carregada de padrões heterossexuais) que a sociedade tem vindo a impor até os dias de hoje. 

É natural que ache que os seus amigos pensem que mudou. Não deixa de ser mentira, pois também eles mudaram. Nenhum de nós pensa como o faziamos há um ano, vamos alterando opiniões acerca das coisas. Vamos crescendo. Mas tenha a certeza que aqueles que realmente gostam de si, não vão mudar o que pensam de si, provavelmente até vão sentir-se mais próximos de si devido à confiança que lhes está a depositar. Os que mudarem, será que eram realmente seus amigos? Será que a sua sexualidade é algo tão importante na sua relação com as pessoas que a rodeiam? Ou apenas diz respeito àqueles com quem a partilha intimamente? Não lhe parece a sua sexualidade é apenas m pormenor da sua vida? Não a define como ser humano. 

Quanto à sua familia, aconselho-a de facto a não o fazer antes dos 18 anos, pois os pais não estão preparados para receber essa informação e nunca sabem como lidar com ela. Com o tempo acabam por aceitar e perceber que a sexualidade não define a filha deles como pessoa, mas até lá o percurso pode ser algo perturbador para si, nomeadamente nas atitudes que podem tomar, como impedi-la de sair de casa com os amigos/as para se divertir, por exemplo. 

Dou-lhe os parabens por se sentir orgulhosa da pessoa que é. Não se sinta egoista por não querer viver na mentira. Afinal de contas, os heterossexuais também não vivem na mentira e não se sentem egoístas por isso. E se pensa que pode magoar alguém, reflita numa coisa: magoar porque? vai bater em alguém? vai roubar? vai agredir alguém? como pode magoar alguém com uma coisa que é unica e exclusivamente sua e que não diz respeito a mais ninguém?

E, tal como diz, se nunca se assumir, vai ser injusto para consigo e para com todos os que ama, pois afinal a viverá sempre mentindo-lhes, "escondendo-se" como se algum crime estivesse comentendo.

Sempre ao dispôr

O psi

 

 

LEITOR:

 

Olá!

 

Primeiro gostava de dar-lhe os Parabéns pelo maravilhoso BLOGUE. Sou visitante assíduo pq identifico-me com o conteúdo. E, como tal, gostava de partilhar a minha história k não é diferente das mitas que por aqui passam, mas que diferente dos outros, eu já tenho resposta para as minhas perguntas e vou fazer aquilo que a minha cabeça diz.

 

Sou jovem, fiz a pouco tempo 33 anos e sou solteiro. Sou formado, com um emprego firme e bem remunerado. Profissionalmente considero-me realizado. Fisicamente sou alto(1.82), 82 kilos bem distribuidos e sou bonito. Sei bem disso porque raramente passo despercebido em qualquer local. Sinto claramente o assédio(mais das mulheres do que dos homens, mas sei que eles são muito discretos!). Sempre senti-me atraído por homens, desde a minha infância que foi assim e hoje, aprendi a viver com esse meu sentimento secreto. Quem olha para mim dificilmente vê um gay, pois nunca o demonstrei. Desde a adolescência que tive namoradas e até hoje relaciono-me com mulheres. Tenho e sempre tive relações sexuais com elas e sempre as satisfiz e satisfiz-me. Só não me casei para completar essa minha capa porque o meu maior receio é perder a minha privacidade, lá onde me encontro com o meu EU. Lá onde sou aquilo que realmente sou: UM HOMEM QUE GOSTA DE HOMENS!

 

A pergunta é: ATÉ QUANDO IREI ESCONDER A MINHA OPÇÃO SEXUAL? ATÉ QUANDO IREI VIVER COM ESSE SENTIMENTO ESCONDIDO? SOU FELIZ?

A resposta: ATÉ SEMPRE! SOU FELIZ DO MEU JEITO TORTO.

 

A explicação é a seguinte: 

Viví todos estes anos escondendo isso que acabou por tornar-se tão pessoal como o facto sentar-me numa sanita a fazer necessidades maiores! Toda gente faz necessidades maiores e ninguém vai a rua fazer ou dizer k fez. Não há necessidade!  Então, o meu sentimento da porta para fora é aquele que as pessoas esperam ver e não faço nenhum esforço para isso porque eduquei-me assim. É como se fosse uma realização pessoal ir para a rua, local de trabalho, noitadas e as pessoas olharem-me com admiração como tem sido até hoje. Porque eu perderia essa admiração que sempre almejei?!

 

Quanto a minha parte pessoal, a realização sexual com um homem, tenho tido relações homossexuais e gosto de praticar sexo com outros homens mas também percebi que nesse aspecto não pretendo unir-me a nenhum homem para o resto dos meus dias porque dá uma espécie de vazio.

A verdade é que adoro aqueles olhares furtivos, aquela troca de olhares, aqueles flashes típicos de quem quer, que fazem permanecer num local mesmo quando já nada mais há. Adoro seguir por um local só para cruzar-me com aquele homem que faz o coração palpitar e o sexo inchar. Posso ir até a cama, mas daí a namorar ou a viver junto, está fora de questão.

Sinto-me feliz com a minha sexualidade, as minhas relações sexuais e  não pretendo mudar. Acham que há em mim algo de errado?

 

PSI: 

Pergunta se há algo de errado consigo? 

Em primeiro lugar, nada está errado desde que se sinta feliz assim. Se está a viver a sua vida como pretende e isso o faz feliz, nada pode estar errado.

no entanto e, em segundo lugar, parece-me que se estivesse feliz e se sentisse bem consigo, porque estaria a questioar terceiros se há algo de rrado consigo? Porque razão se questiona? Será que essa dúvida pode ser interpretada com alguma insatisfação ou desejo de mudança?

Cabe-lhe a si responder e ponderar os aspectos integrantes da sua felicidade.

 

Abraço

O Psi

 

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sinto-me: Fora do armário!
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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

Masturbação e Relação

 Talvez com alguma inocência da minha parte, antes de ter conhecido o lindo, pensava que no dia em que encontrasse a minha cara metade, a masturbação (quase diária) que eu quase achava doentia, iria deixar de ter sentido... Ontem, o assunto foi abordado no programa da avó Sue (senhora com avançada idade mas com uma abertura mental e um poder de comunicação extraordinários), a passar na SIC Mulher, onde uma rapariga perguntava de deveria ficar fula por ter apanhado o seu marido a masturbar-se quando estava grávida, e após o parto. A resposta não podia ser mais directa e concreta: "NÃO!". Segundo a Sue, e eu também concordo, a masturbação e a relação sexual com o parceiro não competem uma com a outra, mas sim complementam-se! Aliás, ao que parece, uma maioria dos homens fá-lo durante toda a vida, talvez para ajudar a um equilíbrio mental... Eu assumo que também o faço, mesmo tendo antes pensado que não faria sentido, a verdade é que por vezes acontece. Ao início questionava-me do porquê, mas agora assumo isso com naturalidade...

 

:)

sinto-me: óptimo!
publicado por cristms às 20:24
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Sábado, 8 de Novembro de 2008

O PSI RESPONDE VIII - Questões...

Um leitor do blog colocou uma série de questões ao PSI que partilho agora com vocês. O "canal" continua aberto para as questões que quiserem colocar ao nosso PSIcólogo amigo, que não sou eu (o autor deste blog). Basta enviarem em email para blogsergay@hotmail.com com a vossa questão. O anonimato é garantido assim como a resposta. Se quiseres ler todos os posts de O PSI RESPONDE clica AQUI.

 

 

Leitor: Sou gay, tenho 27 anos e sou virgem. Tenho muitas dúvidas a respeito de sexo. Vou ser breve. Ei-las:

 

Leitor: Se eu beijar um homem, cujo historial clínico e sexual seja desconhecido para mim, num beijo com troca de saliva e contacto de línguas, estarei correndo algum risco de saúde para mim? Um beijo de língua pode transmitir DST, como a SIDA?

 

PSI: Caro leitor, a sida não se transmite pelo beijo, a não ser que um dos elementos tenha feridas na boca e sangre aquando do beijo e seja, obviamente, portador. MAs um beijo de lingua pode transmitir DST, quer seja com um homem ou com uma mulher.

 

Leitor: Em filmes pornográficos, que consumo, é comum ver-se dois homens parceiros chupando os pénis, um do outro, sem a protecção do preservativo. Depois praticam sexo anal com preservativo. Não é isto um contrasenso? Ao chupar, lamber um pénis, não pode ocorrer a libertação de fluídos prostáticos, e até mesmo algum sémen ainda antes da ejaculação? Fluídos libertados pelo pénis, como o sémen, em contacto com a minha boca podem transmitir-me DST, caso sejam portadores de doença?

 

PSI: Não é um contrasenso pois é mais facil o contagio pela penetração que pela saliva, uma vez que a saliva tem uma consistência pouco segura para a proliferação de virus. Esses fluidos so o contaminarão se você tiver alguma ferida e/ou sangramento.

 

Leitor: Sendo o ânus um orgão cuja função primeira é a libertação de fezes, se eu penetrar, com ou sem preservativo, um parceiro, o meu pénis (ou preservativo) ficará sujo e malcheiroso? E mesmo com a estimulação antecipada, lubrificação e experiência regular, pode o sexo anal ser totalmente livre de dor para quem é penetrado? E é verdade que sexo anal regular pode provocar, num futuro a longo prazo, algum tipo de incontinência de fezes, sobretudo quando atingida a 3ª idade? E que acontece ao sémen libertado no ânus, aquando da ejaculação? Fica retido no ânus até próxima expulsão de fezes, ou "escorre" logo a seguir para o exterior?

 

PSI: Analisando cruamente a sua questão, é claro que o penis ou preservativo poderá ficr sujo e com cheiro, pois estarão em cntacto com fezes. Mas se pensar de uma forma fria, se racionalizar todo o comportamento sexual é pouco higiénico seja ele gay ou hetero. Talvez seja por isso que nos excita... Quanto à penetração sem dor, quanto mais experiência tiver o penetrado, menos dor terá. Poedrá até sentir sempre dor no inicio, mas rapidamente esta desaparece e fica apenas o prazer. Não há incontinencia de fezes descrita em toda a literatura medica provocada pela penetração. A incontinência é provocada pela dificuldade de controle de esfincteres, que se trata de um musculo e, como sabe, a exercitação dos musculos mantem-nos firmes por muito mais tempo, daí recomendarem ginsasio para que o corpo se mantenha firme por mais tempo. Quanto Ao semén, este poderá nem ser ejaculado dentro do anus, mas se for sairá com as fezes seguintes, mas não tem de se preocuapr, pois não causam qualquer tipo de prejuizo na sua saude.

 

Leitor: Antes de me envolver sexualmente com alguém, neste caso com um homem como eu, deverei exigir um historial sexual e teste clínicos que provem o seu estado saudável de saúde?

 

PSI: Parte de cada um viver a sexualidade como entende. Parece-me que todos os seres humanos deviam ter as mesmas preocupações com a suade sexual que o sr tem, mas não faça disso um cavalo de batalha, pois isso pode levá-lo a racionalizar demasiado o sexo e a por o prazer em segundo plano. Disfrute do sexo com o prazer que este tem e oferece. Repare que todas as campanhas contra as DST referem fortemente o uso do preservativo, não referem condições de higiene, pois supõe-se que cada um tem as suas e sabe quais são. Focam o que é de facto mais importante.

 

Sabia que o cheiro é o maior e principal estimulante sexual? E se pensar nele, se racionalizar, da-se conta que é até algo pouco agradável, mas que nos estimula a líbido e nos leva a ter prazer.

 

Leitor: O meu isolamento geográfico ainda não me permitiu conhecer um companheiro. Contudo, é de minha natureza ser reservado, relativamente tímido, discreto, mas sincero, razão pela qual todas as minhas relações de proximidade física implicam um conhecimento profundo e demorado prévio. É de maior probabilidade eu construir um relacionamento íntimo e sexual sobre uma relação de amizade estabelecida, de grande confiança mútua. Por esta razão, nunca me preocupei muito sobre estas questões sexuais, visto que provavelmente numa relação de confiança e de sexo não-ocasional, que espero vir a desenvolver, estas questões dissipar-se-ão com naturalidade. Mesmo assim, aproveitei a oportunidade que este blogue oferece para as esclarecer.

 

 

sinto-me: a aprender!
publicado por cristms às 02:39
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Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

Encontro com a minha infância

O fim de semana passado, os meus pais fizeram-nos uma visita. A minha mãe trazia uma prendinha muito especial para mim, daquelas que mexem connosco: o meu dossier pessoal da escola primária, com todas as minhas avaliações e trabalhos, da 1ª à 4ª classe. Como devem imaginar, ou talvez não, mas para mim pelo menos, foi muito importante rever os meus rabiscos e as avaliações... Mais interessante ainda é o facto que constatei em todas as fichas de avaliação: "(..) no recreio prefere a companhia das meninas.". Questionei-me de imediato se a professora (com quem há alguns meses atrás fui almoçar) quereria na altura passar alguma mensagem aos meus pais, ou se apontava este facto apenas como um facto sem qualquer intenção. Interessante, muito interessante, é constatar que todas as características que a professora descreve, penso eu, que se mantêm! Para estar uma descrição perfeita bastaria apenas ela ter acrescentado que eu era gay e aí ficava completo! Ehehehe! Partilho aqui no meu cantinho, no blog, uma dessas fichas de avaliação que acabam por ser um retrato da minha pessoa, feito há décadas atrás... 

 

 

 

 E esta hein??? 

 

:))

 

 

 

sinto-me: um rei de férias!
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Domingo, 12 de Outubro de 2008

O PSI RESPONDE VIII :: O meu namorado é gay?

Tenho recebido alguns emails de raparigas, senhoras, que por um ou outro motivo desconfiam que o seu namorado/marido é gay. Bom, sendo que cada caso é um caso, deixo-vos a pergunta e a resposta do nosso PSIcólogo, a uma leitora que me escreveu... Já sabem, qualquer dúvida sobre (homo)sexualidade pode ser respondida pelo nosso PSI, basta para isso enviarem um email para blogsergay@hotmail.com . A confidencialidade é garantida!

 

LEITORA : 

Olá.

não sei se serei respondida ou se minhas duvidas são plausíveis, ou talvez seja uma grande bobagem o que eu esteja pensando.
Mas eu tenho desconfiado que meu namorado possui tendencias homossexuais, não sei como posso confirmar, ou ajudá-lo a realmente descobrir sua opção sexual. Faço psicologia e não tenho problemas em lidar com isso.
Ele tem umas coisas bem femininas, o jeito de falar, andar e no sexo ele pede para eu fazer coisas diferentes. Onde ele vai, atrai olhares de homossexuais, até me assustei uma vez com o assedio que ele recebe do publico masculino.
Queria saber se o homem ele pode ser hetero, e ter e querer fazer coisas femininas, ou se ele simplesmente está com medo de assumir para a sociedade e principalmte para a familia dele.

Enfim. Não sei o que posso fazer. Pq eu sei que cada um tem seu tempo, jeito, e não adianta eu ficar forçando nada. Eu gosto muito dele e nao sei o que fazer.


Atenciosamente

 

 

O PSI RESPONDE:

 

 

Olá
 
Não querendo parecer presunçoso, parece-me que o seu namorado de facto tem algumas coisas que indiciam ser gay. Ninguém melhor que uma mulher para saber se um homem é gay ou não: na cama, sexualmente, é o melhor sitio para saber. Ele atinge o orgasmo muito rapidamente? Ele demonstra muita pressa em atingir esse orgasmo? Ele acaricia os seus seios com naturalidade e prazer? Ele gosta e demonstra prazer quando lhe faz sexo oral? Ele gosta de olhar para o seu corpo quando faz sexo consigo? São algumas das questões que a podem ajudar a pensar. Talvez um dia ele consiga sair do armário e ser feliz, caso seja isso que ele quer. Obviamente que a família e a sociedade têm um peso grande nessa decisão dele.
 
Devo dar-lhe os parabéns por saber lidar com isso com a naturalidade com que demonstra fazê-lo no mail que envia, mas não se esqueça de proteger os seus sentimentos nessa relação.
 
Encontro-me ao dispôr
 
O Psi
 
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sinto-me: de fds!
publicado por cristms às 00:31
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Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

O PSI RESPONDE VI - Casado e gay

 

 

É o drama de muitos homens, que por um motivo ou outro não conseguiram assumir a sua homossexualidade ou apenas se deram conta desta depois do seu casamento... É fácil adivinhar que a revelação da homossexualidade ou a sua repressão podem tornar-se um verdadeiro drama para o homem, e indirectamente para a sua esposa e filhos (quando existem). Chegou ao email (blogsergay@hotmail.com) do blog, dirigida ao nosso PSIcológo (que não sou eu) precisamente um drama vivido por um leitor do Brasil. Fica o testemunho e a resposta do PSI. Mandem as vossas dúvidas/questões para o nosso PSI que ele prontamente vos responderá.O anonimato é garantido.

 

PERGUNTA:

 

Oi, estou passando por uma situação complicada, e gostaria de, alem de receber uma opinião, desabafar...

Tenho 27 anos, e desde de criança tinha atração por outros garotos, voz e jeito afeminado e etc., e quando fui crescendo isso me incomodou muito por que percebi que não era como os outros, fui motivo de zombaria e coisa e tal. Então eu queria ser o que eu achava ser normal, me policiava em falar com voz firme, elogiar as garotas, aprendi a jogar futebol, e fui crescendo ate me torna um adolescente triste por que todos achavam que era o garanhão, que pegava todas, o melhor amigo de todos, mas não estava bem, então entrei em crise e acabei entrando para uma igreja evangélica para Deus me curar, e esse desejo de aceitação era tão grande que acabei me relacionado com uma amiga e casei com ela aos 22 anos, e nesse mesmo ano fui trabalhar em outra cidade, e por ficar sozinho fui me descobrindo, pensei em suicídio algumas vezes, mas era um fato que não poderia mudar, eu era gay, por mais que eu lutasse contra isso.

Eu morava numa republica com outros funcionários, conheci um rapaz, me apaixonei por ele, (...), acabamos tendo um relacionamento que já dura um ano. 

Meu casamento começou a desmanchar, (...), estava decidido a terminar com o casamento quando comecei a namorar meu amigo, foi a primeira vez que fiquei apaixonado por alguém, mas ele não sentia o mesmo por mim, me enganou, mentiu, e por gostar, me submeti a situações constrangedoras, mas enfim ... depois de 3 meses juntos meio tempo minha esposa viu que terminaríamos e engravidou.

 

(...)Hoje, meu filho nasceu tem 6 meses, contei a minha mulher que sou gay, ela diz que é coisa da minha cabeça, mas estou disposto a me separar de vez, só que fico muito triste pelo meu filho, fico tentado a negar minha vontade por ele, mas minha família vai ficar decepcionada comigo, meu relacionamento com meu namorado esta ruim porque não confio nele, ele não gosta de sexo, e eu estou descobrindo tudo agora, sei lá, estou confuso demais, choro muito, não tenho com quem conversar, quero terminar com ele mas tenho medo de ficar só . (...)    

 

 

O PSI RESPONDE:

 

 

 O teu caso é como muito que infelizmente tenho vindo a ajudar. Devido a toda uma sociedade castradora, assim como a uma familia algo moralista, existem pessoas que têm muitas dificuldades em aceitar-se como gay. No teu caso, levou mais tempo que outros. Mas parece-me que o mais importante é teres conseguido assumir para ti esse facto.
 
Parabens por isso. Pois meio caminho para ser feliz já foi percorrido. Mas os pormenores que conta, são apenas pormenores, que podem até dar alguma dor de cabeça, mas que devem ser tidos em conta. NO entanto, nenhum eles terá de ser definitivo nem coordenar as suas decisões. Se raciocinar um pouco: filho não é motivo para ninguem estar casado. Filho cresce e se houve amor na sua educação, ele vai fazer a vida dele e vocês a sua.  E fará uma vida saudável e aquilibrada. Quanto ao seu namorado não gostar de sexo, é um sinal de algo não estar bem. Talvez conversar (é sempre o primiro passo e a melhor forma de encontrar a solução) possa ajudar em algo, pelo menos a perceber a situação.

Penso que o assumir para a sociedade não é o mais importante. Mas sim assumir para aqueles que ama. E com o tempo e o amor que supostamente sentem por si, vão acabar por aceitá-lo. Lembre-se que você não teve de fazer enhum percurso para os amar a eles. Porque tem de esperar para eles o amarem como é? Não é um problema seu, mas da cabeça deles, que está formada pelas normas e regras sociais e familiares.
 
Espero que seja muito feliz. Porque a felicidade não está dependente do sexo de uma pessoa, mas da pessoa em si.
 

 

sinto-me: de fim de semana!!!
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Domingo, 20 de Julho de 2008

O PSI RESPONDE IV - Serei gay?

Tantos são os que têm esta dúvida... Publico hoje, na rubrica "O PSI RESPONDE" (que pretende precisamente tentar dar respostas a dúvidas de quem escreve ao "nosso" PSIcólogo de serviço através do email blogsergay@hotmail.com), o caso de um leitor que nos escreveu com dúvidas sobre a sua sexualidade.  Deixo-vos o excerto do email e a resposta do PSI:

 

Leitor -  Eu sou rapaz, tenho 24 anos e neste momento da minha vida começo a questionar a minha sexualidade. Sempre sofri de falta de confiança, tanto por uma educação rígida e controladora por parte do meu pai como pelo desconforto por não me sentir aceite por parte dos meus colegas de escola. Ao longo dos 13 até aos 16 anos fui chamado de gay, entre outras formas de me humilharem e me mostrarem que eu não era bem vindo junto deles(os meus colegas rapazes). Por esses constantes ataques a mim e à minha sexualidade eu sempre senti dúvidas se realmente seria ou não gay...Acrescido a isso, nunca fui abordado por raparigas que se interessassem por mim, salvo 1 rapariga, neste periodo de tempo, dos 13 aos 16 anos. Nunca namorei até aos 21 anos, apesar de me ter apaixonado por 4 raparigas dos 17 aos 21. Sempre fui rejeitado porque essas raparigas não se sentiam ataidas por mim à excepção de duas delas, a última delas foi minha namorada até há muito pouco tempo. À 2 meses, porque me sentia triste com a minha namorada, muito desiludido, senti uma atração irresistível de abrir um site de pornografia gay e eu gostei do que vi. Fiquei excitado... Ao longo desse tempo, não consigo resistir à tentação de consultar esse tipo de sites, porque esses começaram a excitar-me enquanto tanto o sexo com a minha parceira como pelo visionamento de sites de pornografia hetero deixaram de me excitar tanto ou da mesma forma...(...) eu continuei a sentir-me confuso com tudo isso e pelo meio iamos fazendo amor, a maioria das quais eu nao me sentia bem com o acto em si, porque já não sentia o mesmo desejo por ela nem com o seu corpo as suas formas femininas ao ponto de não conseguir ejacular...Devo dizer que ao longo destes 2 meses, esta dúvida me fez lembrar coisas que eu quando era adolescente, deveria ter 14/15 anos sentia mas nunca cheguei a definir esses sentimentos. Acho que posso dizer que sentia algo como se fosse errado ficar a olhar para rapazes mais velhos duma forma que eu nao sabia definir, mas que hoje acho que era atração...Tou muito confuso e espero que a sua resposta possa ser esclarecedora porque se por lado penso que posso ser gay porque actualmente sinto atração por homens e cada vez mais, por outro durante vários anos gostei e apaixonei-me por raparigas...não sei que passos tomar para desfazer esta imensa dúvida existencial.

 

O PSI RESPONDE:

A situação que está a viver é uma situação de terrivel angústia e sofrimento. Mas é importante saber que não está sozinho neste percurso. Exitem muitos jovens que vivem da mesma forma o "coming out" (o sair do armário), se disso se tratar. Cabe-lhe a si perceber na realidade o que está a acontecer. Parece-me que sempre se sentiu atraído e apaixonado por raparigas durante a adolescência; isto não faz de si um heterossexual, mas sim estará relacionado com a sua imaturidade afectiva que tinha naquela altura. Quando começa a amadurecer começa a sentir/entrar em conflitos internos sobre o que realmente gosta/atrai e parece-lhe estar a descobrir algo de novo em si. Mas se observar um pouco mais o seu passado e os seus sentimentos e afectos daquele tempo, poderá dar-se conta que talvez já era gay naquela altura. Mas muitos eram os factores que o impediam de viver a sua homossexualidade: desde a sociedade potencialmente castradora, à educação que parece ter tido, como sendo demasiado rígida e controladora, levando-o inclusivé a negar qualquer processo mental que se relacionasse com homossexualidade, pois teria mais um "problema/trabalho" a resolver com o seu pai; o meio socio-educacional que também na adolescência tem um enorme peso na forma de estar; e, não menos importante e como já referi toda uma imaturidade que não lhe permitia nunca sentir-se bem consigo se fosse contra todas as normas e regras que lhe eram impostas e ainda hoje fazem parte de si.
 
Tal como refere, por volta dos 14/15 anos já sentia "algo de errado ao olhar para os outros rapazes". Não me quer parecer que algo estivesse errado consigo, mas algo estava já definido em si. Parece-me também muito normal que não tenha prazer sexual com a sua namorada nem que as formas femininas o atraiam, pois não se trata de o objecto de prazer adequado para si, como bem sabe. Deve também pensar numa coisa que é de grande importância: você não escolheu ser homossexual, assim como o seu pai, a sua mãe ou todos os heterossexuais que conhece também não escolheram ser heterossexuais. O processo de identificação sexual que eles fizeram aquando do desenvolvimento levou-os a atrairem-se por pessoas do sexo oposto, enquanto que no seu desenvolvimento o seu processo de identificação sexual leva-o a sentir atração por pessoas do mesmo sexo. Sugiro e peço que não se sinta nunca nem permita que alguem se atreva a fazê-lo sentir-se culpado por ser quem é. NINGUÉM tem culpa de nada.
 
Aconselho-o a ser feliz com o que tem na vida e com o que é como ser humano/pessoa e a dar-se conta que a sua sexualidade não faz de si a pessoa que é, mas é apenas um pormenor que só a si diz respeito. Nunca, até aos dias de hoje, houve conhecimento de personalidades formadas a partir da sexualidade. Como lhe disse e volto a repetir, esta não passa de um pequeno pormenor da vida de cada um.
 

 

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sinto-me: a aprender!
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Terça-feira, 1 de Julho de 2008

O PSI RESPONDE III - Assumir ou não assumir, eis a questão?

(...)Trabalho em contexto rural, e moro no centro de portugal, numa aldeia coesa constituída por parentes entre si. Provenho de uma família rural, alargada, simples, conservadora, e moralmente afecta ao catolicismo do qual, eu próprio, também fui fiel e membro activo durante muitos anos.

(...)Previsivelmente, posso dizer que o meu local de trabalho e colegas são extraordinariamente homofóbicos, bem como todo o contexto social em que vivo, e com a família próxima mantenho um relacionamento mais ou menos afectuoso, como é normal para quem nos viu nascer e crescer. Com os meus pais, o relacionamento é distante e, não raras vezes, conflituoso, não a um nível de agressão expressa, mas a um nível canceroso de silêncio e vazio relacional. 
A minha pergunta, Doutor, é bastante simples. No seu entender, assumirmo-nos «gay», como de facto sou, pode ser contraproducente? 

(...)Relembro a personagem interpretada pela actriz Julianne Moore (Laura Brown) no filme «As Horas», baseado no romance homónimo de Michael Cunningham. Laura Brown é uma mulher lésbica que vive o sonho americano dos anos 50, uma dona-de-casa casada com um ex-combatente, e mãe de dois miúdos (um dos quais ainda no seu ventre). Cansada da mentira mortífera que vive, o desespero leva-a a um quarto de hotel que aluga para se suicidar. No último momento, lendo "Mrs Dalloway", de Virginia Woolf, decide abortar o suicídio, levar a adiante a gravidez, e, depois, abandonar marido e filhos e casa para ela programados, e recomeçar uma vida nova - a vida - longe, no país vizinho, o Canadá. Anos mais tarde, regressa para o funeral do filho, prematuramente arrebatado pelo suicídio, e alguém lhe pergunta porque abandonou a família. Sem hesitações, mas sempre penosamente, afirma: "Eu escolhi a vida"..."Aquilo era a morte para mim".
Diga-me, Doutor, devo "escolher a vida", abandonando pessoas e lugares incapazes de me aceitar incondicionalmente, ou "viver a morte" junto deles?
(...)No passado, recorri a 2 psicoterapeutas, uma da área da Psicologia, e um outro da área da Psiquiatria, para me ajudarem a romper com o fosso entre "quem eu sou" e o "quem eu devia ser". Curioso facto foi que, em 3 anos de consultas, nunca foi abordada a minha homosexualidade e, pior, nos breves momentos em que a abordei por iniciativa própria, não deixei de ficar surpreendido com o desconforto daqueles profissionais de saúde mental. Mas não fiquei muito surpreendido pois, enquanto estudante de uma faculdade de Psicologia, (...), tive a oportunidade de assistir, na mesa do café, a interessantes e explícitas conversas homofóbicas entre estagiários e estagiárias psicólogos, alguns dos quais, responsáveis por consultas psicoterapeuticas a pessoas em luta com a sua sexualidade.
Por coerência filosófica, há muito que deixei de considerar a humanidade como espécie racional. Compreendo que o medo é o verdadeiro inimigo de quem é diferente, e não quem reage por ele. Mas, que ideia é esta de que somos todos iguais, de que gostamos todos do mesmo?

********************

 

O PSI Responde:

Parece-lhe que em qualquer que seja a sociedade portuguesa, seja de meio rural ou urbano, as reacções serão assim tão diferentes do que imagina no seu meio e na sua família? Um dos aspectos que mais valorizam as familias na questão de terem um filho gay é "o que os outros vão pensar e dizer". A minha experiência profissional neste campo permite-me dizer-lhe que tal acontece em qualquer tipo de sociedade portuguesa, seja qual for o extracto socio-económico. Isto porque nenhum pai/mãe está à espera de ter um filho gay. As diferentes formas de o aceitarem estão relacionadas com as experiências de vida familiar e social que os pais tiveram. Mas o medo e a dificuldade de aceitação é precisamente a mesma.

Tal como refere no filme «As Horas», cabe-lhe a si escolher a vida ou a morte para si.
Posso garantir-lhe que apesar de lhe parecer algo impossível e doloroso, será um processo menos doloroso do que imagina. Sentir-se-á mais feliz e melhor consigo próprio. Não senirá necessidade de "fugir" mas sim de se manter no meio em que vive.
Torna-se importante que reflicta no quão importante é para si a sua felicidade e bem estar. Assim com na segurança que tem de si mesmo e no orgulho que tem de ser o ser humano em que se tornou. Pergunto-lhe se a sua sexualidade o define como ser humano? Se a sua sexualidade lhe define o caracter, a forma de estar, a forma como se relaciona com os seus amigos? Não lhe parece que a sexualidade é apenas um pequeno pormenor da sua vida e que apenas a si e aqueles que na sua cama dormem diz respeito?
Segundo refere, parece-me também que o facto de encontrar alguém facilita o processo, pois há algo por quem lutar e enfrentar o mundo. De facto estar apaixonado/ter alguém ajuda, pelo apoio que sentimos na luta. Mas tenho observado ao longo dos anos que não é assim tão necessário quanto lhe possa parecer.
Sugiro que procure apoio especializado nesta problemática na sua área de residência. Tenho conhecimento da existência de psicólogos especialistas nesta problemática (...).
Lamentavelmente os psicoterapeutas que frequentou ou não eram especialistas ou não tinham conhecimentos ou de alguma forma (permita-me o atrevimento) mexeu com a sexualidade deles. felizmente não somos todos assim.
Para finalizar, não me parece que seja necessário viver a morte junto deles, mas sim que é muito possível escolher a vida junto deles. Pois quem o ama, ama a pessoa que há em si e não ao seu sexo.

 

 

Não é demais lembrar que esta rubrica surgiu para responder a questões (como as que estão neste post) enviadas para o email blogsergay@hotmail.com para serem respondidas pelo nosso PSI (psicólogo vasta experiência em sexologia e homossexualidade). O anonimato dos autores das perguntas é sempre mantida e o que é apresentado no blog é, ou poderá ser apenas um excerto da pergunta e/ou resposta, embora seja enviada a resposta na íntegra para o autor das perguntas.

 

 

Para ver todos os posts da rubrica O PSI RESPONDE clique AQUI

 

sinto-me: Pensativo!
publicado por cristms às 00:06
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Terça-feira, 17 de Junho de 2008

O PSI RESPONDE II - Activo/Passivo, eis a questão!

Como prometido, a nova rubrica do blog "O PSI RESPONDE" tem hoje a sua primeira edição, já com respostas a alguns leitores que enviaram um email para o blogsergay@hotmail.com com as suas questões. O PSI, é, como já disse, um psicólogo com vasta experiência em sexologia e homossexualidade, podendo ser uma oportunidade de quem tem alguma questão relacionada com o tema de a ver respondida. As respostas são enviadas por email e caso achemos interessante, publicamos aqui excertos do email mantendo SEMPRE o anonimato dos autores. Posto isto, cá vão as perguntas/respostas do primeiro "O PSI RESPONDE":

 

P-  (...)vivemos juntos há seis meses .(..) Ele diz-se exclusivamente activo, diz que já experimentou uma vez a sodomia mas não gostou, e por isso estamos numa relação activo/passivo que, a mim, não me satisfaz, porque acho que não deve existir limites na sexualidade de um casal. Cada vez que a minha mão se aproxima do seu anus, ofende-se logo, dizendo que esta zona é "privada". Eu não consigo perceber isso, até porque se ele gosta de me sodomisar, deveria aceitar o recíproco, por amor/respeito/etc... 

 

PSI - Quanto aos papeis sexuais, sabe-se que cada ser humano tem o seu papel sexual definido. No caso dos homossexuais, temos os exclusivamente activos, assim como os passivos, os versáteis (sendo que podem ser mais activos ou mais passivos, ainda que versáteis) e os totalmente versáteis (em que não se define qual dos papeis preferem, mas ambos por igual). Parece que na vossa relação há um versátil e um activo puro. O sexo no homens não é igual ao das mulheres. No homossexuais também o não é. Por amor/respeito/etc não me parece que se passe a desempenhar determinado papel sexual, a não ser que o mesmo dê prazer. Pois no sexo tudo o que se faz, traduz-se no prazer que dá. Não pretendamos que alguém que não gosta de algo o passe a fazer apenas por amor, sem sentir qualquer tipo de prazer. Pretende-se e pensa-se que o sexo faz-se para nos proporcionar prazer.

 


P - Ele brinca de vez em quando dizendo que não é gay; mesmo sendo na brincadeira, porque ele É gay, acho que isto mostra o real problema: ele não assume por inteiro a sua identidade sexual e, por isso, acho eu, tem este bloqueio.

 

PSI - No que diz respeito à identidade sexual dele, seria importante questionar-se se essa brincadeira que ele faz, a faz em público, se ele é um gay assumido (pois o assumido faz este tipo de brincadeiras com muita segurança), se ele demonstra prazer quando faz sexo consigo, se ele é feliz e se sente bem na relação a dois.

 

P -Não sei qual atitude tenho de tomar, porque a frustração não pára de aumentar. Claro que isso não vai fazer que o deixe, porque amo-o, mas também não consigo continuar assim (...)

 

PSI - Aconselho que continue a brincar/acariciar com o anús dele, informando-o que não pretende nada, mas apenas acariciá-lo, pergunte-lhe se não sente prazer nas caricias, reforçando sempre a ideia de não pretender mais que acariciá-lo. Como já referi anteriormente, esta frustação tem tendência a aumentar. Existem algumas sugestões que se poderiam colocar para poder atenuar esta situação.

 

 

sinto-me: atento!!!
publicado por cristms às 22:57
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Quinta-feira, 12 de Junho de 2008

O PSI RESPONDE I - Ponto zero.

Pois é, este é o lançamento oficial de uma nova rubrica do blog, em que teremos um amigo psicólogo, com vasta experiência em sexologia e homossexualidade, e que nos trará respostas e temas que sejam interessantes para quem lê o blog. O objectivo é a rubrica ser o mais interactiva e esclarecedora possível. Para isso contamos com as vossas perguntas, que deverão endereçar para o email do blog blogsergay@hotmail.com, às quais tentaremos responder, se não a todas a uma grande maioria. A identidade dos autores das perguntas será sempre ocultada.

 

Venham daí essas perguntas!!!

 

:))

sinto-me: cinco estrelas!
publicado por cristms às 19:43
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